No dia 13 de outubro, um importante encontro ocorreu em João Monlevade, unindo a Prefeitura, a Câmara Municipal e a Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano no Arpas, localizado no bairro Vila Tanque. O objetivo foi discutir estratégias para a preservação da Igreja São José Operário, um dos patrimônios mais queridos da cidade.
O prefeito Dr. Laércio Ribeiro (PT) enfatizou o valor do diálogo entre as instituições e reafirmou o compromisso do município com a conservação deste ícone da fé local: “A Igreja São José Operário faz parte da identidade do nosso povo. Estamos aqui para construir, de forma conjunta e responsável, um caminho viável para garantir a segurança do espaço e a sua preservação,” declara.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Linhares (Podemos), também manifestou a disposição do Legislativo para colaborar. “Apesar de o município não ser o proprietário da igreja, temos a responsabilidade moral de agir em prol desse patrimônio tão significativo”, ressaltou. Ele ainda anunciou que, ao devolver sobras orçamentárias à Prefeitura, indicará que parte do valor seja destinada à manutenção da Igreja.
Durante a reunião, o padre Jefferson Cruz Veronês, representando a paróquia, apresentou as principais preocupações da comunidade, como a necessidade urgente de intervenções nas redes hidráulica e elétrica, pintura e avaliação de pontos de afundamento na área externa do templo. O padre Francisco César da Cruz Neto, também presente e representante da Diocese, alertou sobre as limitações financeiras da paróquia, apelando por uma colaboração entre o poder público, a iniciativa privada e os fiéis.
Encaminhamentos e próximos passos
O secretário municipal de Obras, Gustavo Maciel, informou que já foram realizadas vistorias por equipes de engenharia e da Defesa Civil no local. Devido ao status de patrimônio tombado, as intervenções terão o respaldo técnico e legal adequados. O engenheiro Júlio Bruno Leite Júnior propôs a elaboração de um diagnóstico técnico completo por uma empresa especializada, que definirá os serviços e custos necessários. A realização de uma vistoria pelo Corpo de Bombeiros também foi sugerida.
A diretora-presidente da Fundação Casa de Cultura, Nadja Lírio, esclareceu que existem recursos disponíveis no Fundo Municipal do Patrimônio Cultural que poderão ser utilizados após a aprovação do diagnóstico. A Diocese também poderá indicar representantes para o Conselho Municipal do Patrimônio, conforme solicitado.
O prefeito defendeu parcerias com empresas locais para ampliar as fontes de financiamento e acelerar os processos. O presidente da Câmara, Fernando Linhares, revelou já estar em contato com o Ministério Público de Minas Gerais e empresas especializadas para a elaboração de um projeto técnico que viabilize recursos para a recuperação do templo.
Como encaminhamento final, ficou decidido que a Diocese contratará uma empresa para elaborar o diagnóstico necessário. A Prefeitura e a Câmara se comprometerão a repassar recursos ao Fundo do Patrimônio Cultural. Uma comissão conjunta será criada para monitorar o progresso das intervenções e o envolvimento da comunidade em ações de apoio.
O padre Jefferson se comprometeu a levar as discussões para avaliação da Diocese, afirmando que os passos dados são fundamentais para a comunidade. “Precisamos da aprovação do bispo e de comunicação constante com a Diocese”, concluiu.
A Prefeitura de João Monlevade reforça seu compromisso de atuar com responsabilidade e diálogo para preservar a Igreja São José Operário, símbolo da história e fé da população monlevadense.

























