Terça, 21 de abril de 2026

Três escolas de João Monlevade adotam o modelo cívico-militar

Três escolas de João Monlevade adotam o modelo cívico-militar

João Monlevade se junta à lista de cidades mineiras que implementam o modelo cívico-militar em suas instituições de ensino. Três das quatro escolas estaduais elegíveis já optaram por essa abordagem após consulta às comunidades escolares, demonstrando um forte apoio durante as votações realizadas ao longo da semana.

A adesão ao modelo, que prevê a participação de militares da reserva em funções administrativas e disciplinares nas escolas, foi aprovada com ampla maioria. Confira os resultados das votações:

  • Escola Estadual Manoel Loureiro: 174 votos favoráveis e 20 contrários.
  • Escola Estadual Dr. Geraldo Parreiras: 114 a favor, 82 contra e 8 nulos.
  • Escola Estadual Alberto Pereira Lima: 146 a favor e 12 contrários.

A única escola que ainda não decidiu sua posição é a Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, cuja assembleia está agendada para a próxima terça-feira (15).

Para discutir a implementação do modelo, a Câmara Municipal de João Monlevade realizará uma audiência pública na segunda-feira (14), com a participação de autoridades, representantes das escolas e interessados. A proposição é da vereadora Maria do Sagrado (PT). O prazo para a deliberação da comunidade escolar sobre a adesão termina na sexta-feira (18).

As reuniões são organizadas pelas escolas, seguindo a determinação da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, e fazem parte do processo de implementação do modelo. O governo de Romeu Zema (Novo) defende essa proposta como uma maneira de melhorar a disciplina e o rendimento escolar, apesar das críticas que apontam para a militarização do ensino e a perda da autonomia pedagógica.

Durante uma audiência na Assembleia Legislativa de Minas, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) ressaltou que não há uma legislação estadual que regule a criação de um programa de escolas cívico-militares, e que propostas nesse sentido já foram rejeitadas. A deputada destacou a preocupação com a possibilidade de que a votação identificada possa ser utilizada para fins políticos, especialmente em ano eleitoral.

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