Sábado, 14 de março de 2026

Rede estadual de ensino entra em greve a partir do dia 4 de março

Decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quinta - Fotos: Maxwell/SindUTE

A Assembleia Geral dos trabalhadores no ensino em Minas Gerais, realizada nesta quinta-feira (26/02), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, decidiu pela paralisação das atividades a partir do próximo dia 04/03. A informação é do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG).

A categoria reivindica um reajuste salarial de 41,83%, correspondente às perdas de 2019 a 2025 e a aplicação do reajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, de 30 de janeiro de 2026, ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica. A Portaria 82 oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.

Além do reajuste salarial, como forma de valorização dos trabalhadores em educação, o Sind-UTE/MG defende na Campanha Salarial Educacional/2026 uma série de outras reivindicações voltadas para questões econômicos e educacionais.

A coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, disse que a decisão da categoria é uma forma de resistência na luta por melhores salários e de trabalho. “A partir do dia 4 de março, as escolas estaduais estarão fechadas. Professores e funcionários da educação pública estarão em greve por tempo indeterminado. Essa medida é necessária diante da grave defasagem salarial que reduziu nossos vencimentos em quase 42% ao longo dos últimos 8 anos”, salientou.

Denise Romano disse ainda que de acordo com a legislação, todo trabalhador da educação tem direito ao reajuste anual, estipulado pelo MEC. “No entanto, em Minas Gerais, esse direito vem sendo sistematicamente desrespeitado, resultando em perdas salariais que comprometem a dignidade dos profissionais e a qualidade da educação oferecida aos estudantes”, sublinhou.

“Além do calote no reajuste dos salários, enfrentamos aumento da carga de trabalho, redução de direitos e condições cada vez mais precárias para o exercício da nossa profissão”, concluiu.

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