Domingo, 19 de abril de 2026

Minas Gerais suspende adesão ao modelo cívico-militar em escolas estaduais

Minas Gerais suspende adesão ao modelo cívico-militar em escolas estaduais
Foto: Divulgação/ Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG)

O Governo de Minas Gerais anunciou, na última segunda-feira (14), a suspensão temporária das assembleias que iriam definir a adesão das escolas estaduais ao modelo cívico-militar. Essa decisão foi justificativa pelo período de recesso escolar, o que poderia comprometer a participação dos pais nas reuniões, segundo o governador Romeu Zema (Novo).

“Chegamos a essa conclusão devido ao período de férias. Muitos pais não iam conseguir participar, pois já tinham programado viagens. Então, queremos fazer tudo com o maior critério possível”, afirmou Zema, destacando que o governo pretende conduzir o processo de forma democrática, ouvindo toda a comunidade escolar, incluindo pais, alunos e professores.

A expectativa é de que o processo seja retomado a partir do dia 1º de agosto, com novas orientações às escolas. Até lá, as assembleias já realizadas continuarão válidas, conforme informou o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga. “Vale lembrar que esse é um processo democrático”, enfatizou.

Seis Escolas em Itabira

Em Itabira, seis escolas da rede estadual foram incluídas na lista de instituições que poderiam aderir ao modelo cívico-militar. Até a suspensão das assembleias, quatro unidades já haviam se manifestado: a Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio (Eemza), localizada no Centro, rejeitou a proposta, enquanto as instituições Antônio Linhares Guerra, Professora Marciana Magalhães e Major Lage aprovaram a adesão com ampla maioria dos votos.

Na Eemza, a assembleia foi realizada na última quinta-feira (10), e contou com 178 votos contrários e 115 favoráveis. Já a Escola Linhares Guerra registrou 296 votos, com 87,5% a favor da mudança, 10,14% contrários e 2,36% nulos.

As assembleias nas demais escolas, incluindo Palmira de Morais (Colina da Praia) e Dona Eleonora Nunes Pereira (Areão), estavam agendadas para esta semana e devem ser reagendadas após o término do recesso escolar.

Debates e Controvérsias

Apesar da proposta ser apresentada como democrática, o modelo cívico-militar tem gerado controvérsias e críticas em todo o estado, principalmente por parte de associações de professores e movimentos educacionais que defendem um modelo de escola pública laica, participativa e sem interferência militar na gestão.

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