De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), cerca de 13 mil formandos em todo o Brasil estão matriculados em cursos de Medicina considerados de qualidade insuficiente ou crítica. Essa informação é baseada nos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC).
O CFM relatou que aproximadamente três em cada dez estudantes do último semestre de Medicina estão em instituições que receberam conceitos 1 e 2, abaixo da nota mínima aceitável. Dos 39.256 concluintes que participaram do exame, 13.871 estão em cursos com notas insatisfatórias.
Desempenho das Instituições
As universidades públicas estaduais destacam-se positivamente, sem nenhuma instituição avaliadas com conceito 1 e 46,2% tendo atingido a nota máxima (5). Já nas instituições privadas com fins lucrativos, 11,5% dos cursos estão na faixa 1 e apenas 2,7% na faixa 5.
Declarações do CFM
“Estamos diante de um problema estrutural gravíssimo”, afirmou o presidente do CFM, José Hiran Gallo. Ele ressaltou que mais de 13 mil graduados em Medicina poderão se tornar médicos sem as competências mínimas, o que representa um risco à saúde da população.
O CFM defende que o arquivamento acelerado de cursos, especialmente no setor privado, não foi acompanhado por critérios de qualidade rigorosos, resultando em uma má formação para os futuros médicos.
Análise dos Resultados
O MEC identificou que 107 faculdades possuem nível crítico e insuficiente, enquanto outras 80 atendem apenas critérios minimamente aceitáveis. São Paulo lidera o ranking negativo com 23 cursos e 3.437 alunos.
Punições e Medidas
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que 54 cursos de Medicina terão que reduzir vagas. Oito desses cursos foram proibidos de aceitar novos alunos, enquanto 13 precisarão diminuir em 50% seus estudantes, visando melhorar a qualidade do ensino.

























