Um dos prédios da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), localizada em João Monlevade, foi incluído pelo governo de Romeu Zema na lista de imóveis classificados como “subutilizados”. Essa lista faz parte de uma estratégia para reduzir a dívida do Estado com a União, estimada em R$ 165 bilhões.
Entretanto, o imóvel abriga atualmente atividades de extensão e aulas de diversos cursos oferecidos no campus. Localizado no bairro Santa Bárbara, o prédio anteriormente foi sede da Escola Estadual Vicente de Paula Neves, que ocupou o espaço devido a uma reforma em outra unidade em 2020.
Frente à inclusão do prédio nessa lista, a direção da UEMG em João Monlevade se pronunciou publicamente através das redes sociais, esclarecendo que um ofício foi enviado à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão solicitando a remoção do prédio da lista, sustentando que o espaço é plenamente utilizado para atividades acadêmicas e, portanto, não deve ser considerado subutilizado. A mesma solicitação foi encaminhada à Secretaria de Estado de Educação e à reitoria da universidade.
Sobre a dívida e o programa do governo
A iniciativa do governo está vinculada ao Programa de Acompanhamento e Promoção da Responsabilidade Fiscal (Propag), que visa refinanciar a dívida estatal por um prazo de 30 anos. Recentemente, o vice-governador Mateus Simões protocolou 12 projetos de lei para que o Estado se adere ao programa, incluindo um que permitirá a venda de imóveis do governo, com o valor arrecadado sendo destinado à quitação da dívida com a União.
Conforme informações da secretária de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten, três critérios foram considerados para a seleção dos imóveis: valor superior a R$ 5 milhões, área igual ou superior a dez hectares, e imóveis subutilizados que possam ser regularizados e transferidos.
























