Sábado, 12 de setembro de 2026

Estado de abandono do Palacete Imperial preocupa moradores no centro do Rio

O Palacete Imperial no centro do Rio de Janeiro acumula relatos alarmantes de abandono e depredação, levando à preocupação dos moradores e frequentadores da área.

Estado de abandono do Palacete Imperial preocupa moradores no centro do Rio
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Quem passa pela área central do Rio de Janeiro, próxima ao Campo de Santana, não pode deixar de notar um prédio histórico em lamentável estado de abandono. Essa situação vem gerando significativa preocupação para os moradores locais e frequentadores da região.

Interditado pela Defesa Civil desde 2008, o Palacete Imperial, situado na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco, possui um passado ilustre, tendo sido fundado em 1862 e abrigo de várias instituições ao longo de sua existência. Ele também foi palco de eventos cruciais na história do Brasil, como a Proclamação da República em 1889.

Entretanto, atualmente o imóvel enfrenta diferentes problemas, incluindo denúncias de depredação e ocupação irregular, além de questões estruturais graves. Moradores relatam que o local está sendo utilizado por pessoas em situação de rua e que, apesar das promessas de revitalização, nenhuma das iniciativas propostas até agora foi concretizada.

Desde 1978, o Palacete Imperial pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi sede da Escola de Comunicação e do Instituto de Eletrotécnica, mas desde 2012, este patrimônio tombado passou a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As obras planejadas visavam a instalação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA) na edificação; contudo, as negociações não evoluíram. Segundo comunicado do Iphan, foram realizadas intervenções emergenciais e todos os deveres acordados com a UFRJ foram cumpridos, incluindo a limpeza das instalações.

“O Iphan esclarece que a finalidade prevista para o imóvel era exclusivamente a instalação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA). No entanto, devido à reestruturação organizacional da autarquia e à implantação do CNA na sede do Instituto, em Brasília, o edifício não atende mais ao propósito inicialmente estabelecido,” esclarece a nota do Iphan.

Além disso, o Iphan revelou que fez um pedido para encerrar o contrato de responsabilidade com a UFRJ, e esse processo ainda está em andamento.

A Defesa Civil informou que a estrutura está interditada por risco de desabamento, e aproximadamente dez vistorias foram realizadas no local desde 2008. Tanto o Iphan quanto a UFRJ foram notificados sobre os problemas estruturais presentes no imóvel. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento também efetuou diversos atos de fiscalização para garantir que providências sejam tomadas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro foi contatada pela Agência Brasil para esclarecimentos, mas não respondeu até a finalização desta matéria.

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