No último anúncio do governo federal, uma das principais inovações da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) é a igualdade nas vagas entre homens e mulheres na segunda fase do certame. Essa mudança histórica ocorre após a constatação de que, no último concurso, as mulheres representavam 56,2% das inscrições, mas foram minoria na segunda fase em sete dos oito blocos de provas.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ressalta que essa decisão visa a inclusão e oportunidade para que mais mulheres possam avançar no concurso. Além de garantir que o número de chamadas na segunda etapa seja equivalente entre os gêneros, essa medida busca também atenuar a desistência notada nas últimas edições, onde as mulheres representaram 54,6% das desistências no dia da prova.
A segunda fase do concurso vai convocar candidatos em número equivalente a nove vezes as vagas abertas. Dados do último concurso mostram que as mulheres tiveram um desempenho desproporcional em vários blocos, como no bloco de tecnologia, onde apenas 8,4% delas foram aprovadas, e no bloco de setores econômicos, com 25,7%.
“Essa medida não é uma reserva de vagas, mas uma ação afirmativa que busca garantir que mais mulheres cheguem à segunda etapa do concurso”, afirmou Dweck.
Ela destacou ainda que mulheres entre 35 e 45 anos são as mais frequentemente aprovadas e frisou a importância de cuidar do bem-estar das participantes com a inclusão de salas de amamentação e cuidados para crianças durante os cursos de formação subsequentes à aprovação.
























