Domingo, 19 de abril de 2026

Tarifas de Trump: Brasil enfrenta impostos altos a partir de agosto

Tarifas de Trump: Brasil enfrenta impostos altos a partir de agosto
O vice-presidente Geraldo Alckmin é o negociador do governo- Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a partir do primeiro dia de agosto, todas as tarifas sobre as importações de países que mantêm relações comerciais com os EUA, incluindo o Brasil, serão aplicadas. A declaração foi feita no último domingo (27) durante uma coletiva de imprensa ao lado de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

Trump destacou que as tarifas serão fixadas e entrarão em vigor em agosto, com as alfândegas iniciando a arrecadação correspondente. Em abril, o Brasil já havia sido taxado com uma alíquota de 10% sobre suas exportações, e agora as autoridades americanas sugerem um aumento dessa taxa para 50% em relação a todos os produtos brasileiros. Essa decisão pode estar ligada à crítica da justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O governo brasileiro tem tentado entrar em diálogo com a administração de Trump, mas até o momento a comunicação está sob o controle do próprio presidente americano, que tem mantido contato com Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado e filho do ex-presidente. O objetivo desse esforço é reverter a possível prisão de Jair Bolsonaro e atender a pressão relativa a sanções contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com produtores para entender suas demandas e buscar alternativas que possam evitar a implementação do tarifaço, incluindo a possibilidade de adiar as novas taxas. Na última quinta-feira (24), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou o empenho do governo em continuar as negociações, contando também com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Haddad enfatizou que o Brasil está sempre aberto ao diálogo e que a busca por soluções continua, enquanto Alckmin destaca a necessidade de que essa troca não se torne um monólogo, afirmando que o governo está fazendo todo o possível para resolver o impasse.

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