Segunda, 16 de fevereiro de 2026

Salário médio na construção civil registra queda de 22% em dez anos, aponta IBGE

Salário médio na construção civil registra queda de 22% em dez anos, aponta IBGE
© Fernando Frazão/Agência Brasil

A média dos rendimentos dos trabalhadores da construção civil teve um recuo de 22% em uma década. De acordo com dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média salarial caiu de 2,7 salários mínimos em 2014 para 2,1 salários mínimos em 2023.

“Essa perda é impulsionada pela diminuição no salário médio do segmento de obras de infraestrutura, que alcançou 3,7 salários mínimos em 2014 – o maior valor da série histórica iniciada em 2007. Observa-se uma perda significativa ao longo dos anos”, explicou o pesquisador do IBGE, Marcelo Miranda.

O segmento de obras de infraestrutura, que engloba construções de rodovias, ferrovias e infraestrutura de água e esgoto, permanece apresentando os maiores salários, com uma perda salarial de 1,1 salário mínimo (-29%) de 2014 a 2023, totalizando 2,6 salários mínimos em média este ano.

Além do setor de infraestrutura, os segmentos de construção de edifícios e serviços especializados, que incluem acabamentos e instalações elétricas, sofreram reduções salariais mais moderadas. Os salários na construção de edifícios caíram 17%, passando de 2,3 para 1,9 salários mínimos, enquanto os serviços especializados tiveram uma diminuição de 9%, de 2,2 para 2,0 salários mínimos.

Empregos

A pesquisa revelou que o número de postos de trabalho na construção civil em 2023 foi de 2,5 milhões, representando uma queda de 15% em relação a 2014. Contudo, houve um crescimento de 25% em comparação a 2020, ano de início da pandemia da covid-19.

Somente o segmento de serviços especializados registrou crescimento de 4%, enquanto os demais segmentos apresentaram quedas significativas: construção de edifícios (-29%) e obras de infraestrutura (-20%).

Produtos

As 165,8 mil empresas atuantes na construção movimentaram um total de R$ 484,2 bilhões em 2023. As construções residenciais representaram 22% desse total, com serviços especializados e a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais respondendo por aproximadamente 20% cada.

As regiões Sudeste e Nordeste continuam liderando os valores da construção, representando 49,8% e 18,1% do total nacional, respectivamente. Porém, ambas as regiões apresentaram perdas em sua participação no total nacional desde 2014. A região Norte também caiu, de 6,9% para 6,5%.

A Região Sul foi a única a ampliar sua participação, passando de 12,8% para 16,2%, e o Centro-Oeste subiu de 9,3% para 9,4%.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias