Segundo divulgação do Banco Central na sexta-feira (30), o setor público consolidado encerrou 2025 com uma dívida pública ultrapassando a marca de R$ 1 trilhão, totalizando um déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, o que representa 8,13% do PIB do Brasil.
Este é o terceiro ano consecutivo em que o rombo fiscal supera os trilhões, com resultados anteriores de R$ 1,065 trilhão em 2024 e R$ 1,074 trilhão em 2023. Além disso, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 78,7% do PIB, totalizando R$ 10 trilhões.
Os números indicam um resultado mais abrangente que o resultado primário, considerando os juros da dívida pública. Essa deterioração das contas públicas é evidenciada.
Historicamente, além deste período recente, a dívida pública também superou a marca de R$ 1 trilhão em 2015 e durante a pandemia de Covid-19 em 2020, quando alcançou R$ 1,4 trilhão, o maior montante registrado.
Contudo, apesar do aumento da dívida, a arrecadação federal em 2025 alcançou um novo recorde de R$ 3,98 trilhões, englobando tributos, taxas, contribuições, multas e juros pagos pelos contribuintes nas esferas federal, estadual e municipal. Este valor representa um crescimento de 10,56% em comparação aos R$ 3,6 trilhões de 2024, refletindo uma agenda fiscal mais agressiva.
Conforme o Banco Central, esse crescimento é atribuído a fatores como os juros nominais, o reconhecimento de dívidas, o crescimento do PIB nominal e a valorização cambial, que somam pressão sobre o estoque da dívida.
A trajetória da dívida pública é observada com cautela por investidores e analistas, devido à sua influência sobre os custos de financiamento do governo, as expectativas de juros e inflação, e a percepção do risco fiscal.
Além disso, o Tesouro Nacional informou sobre o déficit primário de 2025, que foi de R$ 61,69 bilhões englobando o Governo Federal, Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.
FONTE: CNBC
























