Domingo, 24 de maio de 2026

Produção Industrial registra leve alta de 0,1% em junho e interrompe queda

Produção Industrial registra leve alta de 0,1% em junho e interrompe queda
© REUTERS/Nacho Doce/Proibida reprodução

A produção industrial brasileira cresceu 0,1% na comparação entre maio e junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º). Este resultado marca a interrupção de uma sequência de dois meses de queda, que totalizava 0,6%.

Com esse desempenho, a indústria acumula uma expansão de 1,2% no ano de 2025 e 2,4% no acumulado dos últimos 12 meses. No entanto, em relação ao junho de 2024, a comparação é negativa em 1,3%.

O IBGE também informou que a produção industrial está 2% acima do nível pré-pandemia, situado em fevereiro de 2020, mas ainda 15,1% abaixo do pico alcançado em maio de 2011.

A média móvel trimestral

A média móvel trimestral, que retrata a tendência do setor, mostrou uma queda de 0,4% ao comparar o trimestre encerrado em junho com o anterior. Isso reflete uma desaceleração na produção, conforme destacado por André Macedo, gerente da pesquisa.

“Isso guarda relação com a política monetária mais restritiva e o aumento da taxa de juros”, explicou Macedo.

Desde setembro de 2024, a Selic está em trajetória de alta, atualmente a 15% ao ano, como um esforço do Banco Central (BC) para controlar a inflação, que chegou a 5,35% nos últimos 12 meses, acima da meta do governo.

Impactos do cenário internacional

Adicionalmente, incertezas no cenário internacional, como o aumento de tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos, também têm afetado a produção industrial. André Macedo comentou que tais medidas complicam o planejamento das empresas.

Desde o início de 2025, o presidente dos EUA havia ameaçado a taxação de produtos brasileiros, com a cobrança de uma taxa adicional de 10% iniciando no primeiro semestre e uma nova taxa de 40% programada para agosto.

Setores em destaque

Dentre as 25 atividades industriais analisadas, 17 apresentaram alta em junho. Este é o maior número de atividades com crescimento desde junho de 2024. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias teve o maior impacto positivo, com um crescimento de 2,4%. Outras categorias que se destacaram incluem:

  • metalurgia (1,4%)
  • celulose, papel e produtos de papel (1,6%)
  • produtos químicos (0,6%)
  • impressão e reprodução de gravações (6,6%)

Por outro lado, o setor de indústrias extrativas e produtos alimentícios sofreram os principais impactos negativos, com quedas de 1,9% e 2,3%, respectivamente.

A queda nos produtos alimentícios foi a quarta consecutiva frente a meses anteriores. Entre as categorias econômicas, tanto os bens de capital (1,2%) quanto os bens de consumo duráveis (0,2%) mostraram crescimento, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis caíram (-1,2%).

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