Sexta, 17 de abril de 2026

Previsões do Boletim Focus: Estabilidade na Inflação e PIB até 2028

Previsões do Boletim Focus: Estabilidade na Inflação e PIB até 2028
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2025, incluindo a expansão da economia e o índice de inflação, permaneceram inalteradas na edição desta segunda-feira (7) do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (Fonte).

A expectativa para o crescimento da economia em 2025 foi fixada em 1,97%. Para 2026, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) também se mantém em 1,6%. Para os anos de 2027 e 2028, a expectativa é de uma expansão de 2% em ambos os anos.

Em 2024, a economia brasileira registrou um crescimento de 3,4%, o que marca o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão para a cotação do dólar é de R$ 5,90 ao final deste ano e R$ 5,99 para o final de 2026.

INFLAÇÃO

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, foi mantida em 5,65% para 2025. Para 2026, a projeção é de 4,5%. As previsões para 2027 e 2028 são de 4% e 3,78%, respectivamente.

Vale destacar que a estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que o Banco Central deve perseguir. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 pontos percentuais.

JUROS BÁSICOS

Para atingir a meta de inflação, o Banco Central recorre à taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 14,25% ao ano. O aumento da Selic em um ponto percentual em março, marco do quinto aumento seguido, é reflexo do aumento dos preços dos alimentos e da energia.

O Comitê de Política Monetária (Copom) também alertou para a possibilidade de que a inflação de serviços permaneça elevada e continuará a monitorar a política econômica do governo. As expectativas indicam que a Selic deve ser elevada para 15% ao ano até dezembro, com reduções previstas para os anos seguintes.

Essas decisões são essenciais, pois quando a Selic é alta, a intenção é conter a demanda aquecida, o que pode impactar negativamente o crescimento econômico. Por outro lado, a redução da taxa Selic tende a facilitar o crédito e estimular a atividade econômica.

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