Sexta, 17 de abril de 2026

PIB brasileiro alcança recorde de 1,4% pelo 14º trimestre consecutivo

PIB brasileiro alcança recorde de 1,4% pelo 14º trimestre consecutivo
© CNA/Wenderson Araujo/Trilux

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou um crescimento de 1,4% no primeiro trimestre deste ano, comparado ao trimestre anterior, estabelecendo um novo recorde econômico. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB vem alcançando níveis recordes por 14 trimestres consecutivos, desde o final de 2021.

Os setores de agropecuária e serviços também registraram patamares recordes, com os serviços alcançando níveis inéditos por 15 trimestres. Em termos de demanda, foram observados aumentos significativos no consumo das famílias, gasto do governo e nas exportações.

“A indústria é a única das grandes três atividades econômicas que ainda está no patamar abaixo do pico”, destaca Rebeca Palis, pesquisadora do IBGE.

O crescimento do PIB no início de 2025 foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, que teve um aumento de 12,2%. Rebeca explica que dois fatores chave contribuíram para isso: as condições climáticas favoráveis e uma colheita robusta, especialmente na soja e milho.

Os serviços, responsáveis por 70% da economia brasileira, cresceram 0,3% em relação ao trimestre anterior, destacando-se as atividades de informação e comunicação, que subiram 3%. Por outro lado, a indústria enfrentou um leve retrocesso, registrando uma queda de -0,1%, impulsionada pela construção e pela indústria de transformação.

Apesar dessas altas, a formação bruta de capital fixo (investimentos) e a indústria ainda estão abaixo dos níveis recordes de 2013. A formação de capital permanece 6,7% abaixo e a indústria está 4,7% inferior ao pico registrado naquele ano.

Rebeca destaca que fatores como a inflação persistentemente alta e uma política monetária restritiva têm impactado o consumo das famílias, que cresceu 1% no último trimestre.

  • Crescimento no consumo do governo: 0,1%
  • Formação bruta de capital fixo: 3,1%
  • Exportações: 2,9%

Em resumo, o Brasil continua a mostrar sinais de recuperação econômica mesmo em um cenário de desafios, como taxas de juros elevadas e inflação persistente.

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