Quinta, 23 de julho de 2026

O preço das decisões de Campos Neto no caso do Banco Master

As decisões de Roberto Campos Neto no caso do Banco Master ressaltam as consequências de optar por soluções de mercado em situações de fragilidade financeira.

O preço das decisões de Campos Neto no caso do Banco Master
Blog do PCO

A condução de Roberto Campos Neto no episódio do Banco Master revela o custo político e técnico de priorizar soluções de mercado diante de sinais claros de fragilidade. Sob sua presidência, o Banco Central (BC) acompanhou de perto a situação em 2024, que incluía um cronograma pesado de pagamentos e baixo volume de ativos líquidos.

Campos Neto, entretanto, optou por evitar a intervenção e apostou na possibilidade de separar ativos bons e ruins, reduzindo o impacto para o sistema e para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O problema é que, nesse período, o Master já havia frustrado a captação prevista de R$ 15 bilhões, obtendo apenas R$ 2 bilhões, e acumulava irregularidades, identificadas pelo BC.

A liquidação foi finalmente decidida apenas na gestão de Gabriel Galípolo, a partir de 2025, quando o banco, que saltou de R$ 3,7 bilhões em ativos em 2019 para R$ 82 bilhões em 2024, já não conseguia rolar dívidas nem recolher compulsório. O ambiente deteriorado evidencia os limites da estratégia adotada por Campos Neto e expõe como a agenda de estímulo a bancos médios e pequenos enfrentou restrições da supervisão quando o crescimento acelerado começou a conviver com riscos estruturais.

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