A Moody’s rebaixou a perspectiva de crédito do Brasil de positiva para estável, mantendo o rating em Ba1 — um passo abaixo do grau de investimento. Essa mudança reflete a piora da dívida pública, que deve alcançar 88% do PIB em cinco anos, devido a juros elevados e inflação persistente.
Ao invés de controlar gastos, o governo optou por prolongar a situação com promessas e narrativas. O déficit nominal já ultrapassa R$ 934 bilhões, enquanto as estatais registram o maior rombo da história. A agência financeira listou a rigidez orçamentária, o aumento dos custos da dívida e a falta de credibilidade fiscal como fatores-chave que levaram a essa reavaliação.
A alta proporção de gastos obrigatórios dificulta a possibilidade de ajustes fiscais. Apesar de o rebaixamento da perspectiva de crédito pela Moody’s não ser uma tragédia, é um reflexo claro de uma realidade: o país perdeu o controle fiscal, não por falta de entendimento, mas por metodologias de governança ineficazes. O sofrimento é contínuo: compromissos financeiros são feitos com leveza, os tributos são cobrados com sentimento de culpa e, quando a conta chega, o governo culpa o mercado ou o imperialismo financeiro.

























