O mercado de trabalho para babás de ultrarricos passa por uma transformação significativa, configurando-se como uma carreira que exige alta qualificação e oferece salários à altura de executivos do setor financeiro.
Dados recentes de agências, como a British American Household Staffing (BAHS), revelam que esses profissionais podem receber até US$ 200 mil por ano (aproximadamente 1 milhão de reais).
A valorização salarial é impulsionada pela mudança cultural na percepção da criação dos filhos, que agora é vista como uma extensão do lifestyle dos pais ricos. Estes estão dispostos a investir grandes quantias em cuidados personalizados de altíssima qualidade.
Para justificar essas remunerações elevadas, os requisitos para as vagas, que muitas agências chamam de “gestoras infantis”, tornaram-se rigorosos:
- Formação acadêmica superior: É necessária formação em instituições de renome, preferencialmente em pedagogia, psicologia ou enfermagem.
- Fluência em múltiplos idiomas: É fundamental o domínio de várias línguas para apoiar o desenvolvimento bilíngue ou multilíngue das crianças.
- Disponibilidade total: Flexibilidade extrema é requerida para acompanhar famílias em viagens internacionais.
Embora o retorno financeiro seja atrativo, o dia a dia dessa profissão implica abrir mão de grande parte da vida pessoal. O regime de trabalho assemelha-se ao de turnos em plataformas de petróleo, com jornadas que podem chegar a 12 horas diárias, frequentemente trabalhando sete dias por semana seguidos.
Além disso, a alta exposição à vida da família com a qual trabalham resulta em menor privacidade e conflitos de agenda. As funções podem se sobrepor às de um assistente social ou concierge, abrangendo tarefas que vão da organização de eventos à realização de compras pessoais para os membros da família.
Fonte: Folha de São Paulo/Estadão
























