Segunda, 15 de dezembro de 2025

Itabira lança ecodistrito industrial com potencial de R$ 1,1 bilhão anuais

Itabira lança ecodistrito industrial com potencial de R$ 1,1 bilhão anuais
Leonardo Pontes Guerra, secretário de Desenvolvimento Econômico, falou com o portal DeFato Online sobre o ecodistrito – Foto: Gustavo Linhares/DeFato Online

A Prefeitura de Itabira anunciou o projeto de um ecodistrito industrial na Fazenda Palestina, ao longo da rodovia MG-120. Com operação prevista para iniciar em dois anos, o empreendimento é uma iniciativa chave para a diversificação econômica da cidade e deverá movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão anualmente quando totalmente funcional.

O ecodistrito abrigará uma área de aproximadamente 500 mil m², que será dividida em 33 lotes de 10 mil m² e sete lotes de 30 mil m². Em torno da área industrial, serão preservados cerca de 1,5 milhão de m² de mata atlântica, conferindo um perfil ambiental diferenciado em relação aos polos industriais convencionais.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Pontes Guerra, a expectativa é atrair empresas dos setores de alimentos, farmacêutico, metalúrgico e reaproveitamento de rejeitos de minério. Atualmente, os distritos industriais de Itabira geram mil empregos, e a nova instalação pode triplicar esse número, alcançando até 10 mil empregos, dependendo do tipo de atividades desenvolvidas.

Diferenciais Ambientais e Logísticos

O projeto do ecodistrito é parte do programa Itabira Sustentável, em colaboração com a Vale e outras empresas locais. Ele é orientado por práticas de eficiência energética, gestão de resíduos e preservação ambiental. Segundo Guerra, cerca de 60% da área será destinada à regeneração da mata atlântica, promovendo um ambiente mais saudável.

Potencial Econômico e Desafios de Continuidade

Além da criação de novos empregos, a iniciativa busca fortalecer a indústria de transformação de Itabira e contribuir para o desenvolvimento de setores como saúde, tecnologia e turismo. Contudo, para que esses objetivos sejam alcançados, é necessário um comprometimento contínuo das futuras administrações municipais. Guerra destaca que o projeto deve ser considerado uma política de estado e não apenas de governo.

Atualmente, o ecodistrito está na fase final de estudos técnicos e topográficos e seguirá para o licenciamento ambiental, que deve durar cerca de um ano, com expectativa de início ainda em setembro.

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