Sábado, 12 de setembro de 2026

Inflação volta à meta do governo com recuo de 0,07% em julho

O Brasil registra um recuo na inflação oficial, que caiu para 0,07% em julho, sinalizando um alívio nas tensões econômicas e um retorno à meta do governo.

Inflação volta à meta do governo com recuo de 0,07% em julho
© REUTERS/Sergio Moraes/Proibida reprodução

A inflação oficial do Brasil apresentou um recuo expressivo em julho, alcançando 0,07%. Esse resultado marca a quarta queda consecutiva e é impulsionado pela diminuição no preço dos alimentos. Com isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 4,44% nos últimos 12 meses, restabelecendo-se dentro da meta do governo.

De acordo com o boletim Focus, desenvolvido pelo Banco Central, a expectativa do mercado era de que a inflação de julho ficasse em 0,07%, um valor que se confirmou. O mercado também projeta uma inflação de 5,02% para o final de 2026.

A tabela a seguir mostra o desempenho da inflação nos primeiros meses do ano:

  • Janeiro: 0,33%
  • Fevereiro: 0,70%
  • Março: 0,88%
  • Abril: 0,67%
  • Maio: 0,58%
  • Junho: 0,16%
  • Julho: 0,07%

Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11).

DENTRO DA META

Com a inflação acumulada em 12 meses a 4,44%, este índice está agora dentro da meta estipulada pelo governo, que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual. Historicamente, em maio, essa taxa chegou a 4,72%, sendo considerada fora da tolerância, mas agora, a política econômica parece estar se ajustando.

DESEMPENHO DE JULHO

Os números de julho demonstram uma taxa de inflação que é a menor desde agosto de 2025 (0,11%). Em comparação com anos anteriores, julho de 2023 mostrou a menor variação positiva desde 2022 (-0,68%). O índice de difusão, que mede a intensidade da inflação, foi de 50%, indicando que metade dos 377 produtos e serviços analisados pelo IBGE teve aumento de preços.

Grupos de preços e suas variações:

  • Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)
  • Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)
  • Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)
  • Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)
  • Educação: -0,03% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,04% (0 p.p.)

ALIMENTAÇÃO

Pelo segundo mês consecutivo, o grupo de alimentação e bebidas apresentou deflação, indicando um recuo nos preços. Em julho, houve uma queda de 1,14% nos preços da alimentação no domicílio, destacando uma significativa diminuição nos preços de tubérculos e legumes.

O analista do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou que a maior oferta de alimentos, resultante de melhores condições climáticas, é um dos fatores por trás dessa deflação.

CUSTOS DE ENERGIA

Outro fator que influenciou o aumento global foi o preço da eletricidade, que subiu 3,09%, devido a reajustes em regiões como São Paulo e Porto Alegre. Entretanto, em agosto, espera-se que haja um alívio na conta de energia em função do Bônus Itaipu, uma decisão que já foi aprovada pela Aneel.

CONCLUSÃO

O IPCA, que reflete o custo de vida de famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, mostra uma perspectiva mais otimista para os próximos meses. A observação contínua dessas métricas será essencial para monitorar a saúde econômica do país.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias