Sexta, 17 de abril de 2026

Haddad reafirma que Brasil permanecerá em negociações com os EUA

Haddad reafirma que Brasil permanecerá em negociações com os EUA
© Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil não irá se retirar das negociações com os Estados Unidos. Em entrevista à Rádio CBN, ele admitiu a possibilidade de que as tarifas sobre produtos brasileiros, propostas pelo governo Trump, possam ser implementadas a partir de 1º de agosto.

Apesar da intenção de negociação, Haddad informou que o governo já está elaborando planos de contingência para auxiliar os setores mais impactados pelo plano que busca estabelecer uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA. “A determinação do presidente Lula é de que nós não demos nenhuma razão para sofrer esse tipo de sanção. O vice-presidente, o Ministério da Fazenda e o Itamaraty estão empenhados na negociação”, disse o ministro.

Haddad revelou que uma equipe está dedicando-se a encontrar soluções para os possíveis efeitos adversos do aumento do imposto de importação. Ele também destacou que já foi enviada uma segunda carta ao governo dos EUA, sem resposta até o momento.

O ministro enfatizou que não se trata de uma questão apenas de economia, mas também de política, se referindo à relação entre a administração Trump e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. “Este é um momento de unidade nacional para defender nossos interesses”, afirmou.

Com relação ao impacto potencial no Brasil, Haddad argumentou que o país é deficitário na balança comercial com os EUA e seria injusto receber tarifas tão elevadas. Ele lembrou que em reuniões anteriores houve abertura ao diálogo para discutir a redução das tarifas propostas.

Durante a entrevista, o ministro também abordou a questão do Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro, e seu potencial como modelo para outros países. “O Pix é um formato de transação financeira bem-sucedido e não representa ameaça alguma”, concluiu.

Em relação à meta fiscal, Haddad garantiu que não haverá revisões e que o governo se compromete a entregar resultados fiscais positivos até o fim do mandato de Lula, destacando que planejam entregar “o melhor resultado fiscal dos últimos 12 anos”.

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