Quinta, 15 de outubro de 2026

Governo Lula encerra mandato com dívida pública histórica de R$ 8,5 trilhões

O final do mandato do presidente Lula da Silva será marcado por uma dívida pública que atingiu um recorde histórico. Os números apontam para uma situação fiscal complicada, refletindo os desafios enfrentados na gestão econômica do país.

Governo Lula encerra mandato com dívida pública histórica de R$ 8,5 trilhões
Governo Lula fechará o mandato com dívida pública recorde- Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Segundo dados da Receita Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve encerrar seu mandato com um recorde histórico na dívida pública nominal, atingindo cerca de R$ 8,5 trilhões em outubro de 2025. Isso representa 78,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil.

Os cálculos do Banco Central ainda indicam que a dívida do setor público consolidado chegou a R$ 9,75 trilhões, evidenciando um endividamento crescente decorrente da manutenção da taxa Selic em patamares elevados e as dificuldades do governo em equilibrar as contas públicas.

A equipe econômica do governo já previu o colapso das contas públicas até 2027, levando à aprovação de novas regras para a gestão fiscal, substituindo o teto de gastos.

No entanto, as medidas têm sido flexibilizadas, desconsiderando parte das despesas nas metas de resultado primário, o que contribui para o aumento da dívida.

Além de despesas obrigatórias em saúde e educação, o reajuste do salário mínimo acima da inflação e o aumento nos gastos sociais e com a Previdência têm pressionado ainda mais as finanças do governo.

O Instituto Fiscal Independente (IFI) alerta que as medidas adotadas até o momento são insuficientes para conter o crescimento das despesas, dificultando o cumprimento das metas fiscais.

Em contrapartida, o Ministério da Fazenda atribui o aumento da dívida a fatores como os precatórios herdados da gestão anterior, compensações estaduais pela redução do ICMS e gastos com desastres naturais, como as enchentes no Rio Grande do Sul.

A ministra de Relações Institucionais, Gleise Hoffmann, ressaltou que a taxa básica de juros de 15% ao ano é um dos principais fatores que impactam a dívida pública, afastando a responsabilidade das despesas do governo. Ela destaca que esses juros altos encarecem o crédito e limitam o crescimento econômico.

“Esses juros estratosféricos tornam o crédito mais caro e comprometem serviços públicos e programas sociais, além de investimentos para o desenvolvimento do país.” – Gleise Hoffmann

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