Quarta, 01 de julho de 2026

Governo intensifica fiscalização em 5,3 mil postos após aumento nos combustíveis

A força-tarefa de fiscalização nacional já auditou mais de 5,3 mil postos de combustíveis no Brasil, em resposta ao aumento abusivo nos preços dos combustíveis.

Governo intensifica fiscalização em 5,3 mil postos após aumento nos combustíveis
Foto: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma força-tarefa nacional está em ação para fiscalizar o mercado de combustíveis, tendo vistoriado até agora 5.358 postos e 322 distribuidoras no Brasil. A operação, que teve início em 9 de março, visa combater os aumentos considerados abusivos nos preços, especialmente em um cenário de escalada nos valores devido aos conflitos no Oriente Médio.

A fiscalização é um esforço conjunto que envolve várias esferas do governo, incluindo:

  • Secretarias Nacionais do Consumidor e de Segurança Pública
  • Polícia Federal
  • Polícia Rodoviária Federal
  • Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP)
  • Procons estaduais e municipais

A base da operação é o Código de Defesa do Consumidor, e até o momento mais de 3.500 notificações foram emitidas. Essas irregularidades podem resultar em multas que totalizam até R$ 14 milhões, dependendo da gravidade.

Além das fiscalizações, a ANP já aplicou autos de infração a 85 postos e 19 distribuidoras que não cumpriram as normas estabelecidas, sendo que as multas para os casos mais severos podem alcançar R$ 500 milhões.

Este aumento na rigidez da fiscalização reflete a pressão sobre o preço do diesel e da gasolina, impactando fortemente o orçamento das famílias e o transporte de carga, assim como contribuindo para a inflação. A resposta do governo enfatiza a necessidade de controle sobre repasses excessivos aos consumidores.

Adicionalmente, o governo implementou medidas para mitigar os efeitos da alta, como:

  • Isenção de impostos federais sobre o diesel, incluindo a retirada do PIS e da Cofins
  • Criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro para refinarias e importadores
  • Aumento da fiscalização sobre reajustes de preços

O governo também reforçou as ações relacionadas ao transporte rodoviário, aumentando os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres para punir empresas que violarem o piso mínimo do frete. Essa medida surge em meio à pressão dos caminhoneiros, que são diretamente afetados pela variação dos preços do diesel.

Com informações do Governo Federal.

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