Na última quinta-feira (12), o governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de investigações comerciais que envolvem 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil. O objetivo é avaliar se esses mercados facilitam a entrada de produtos fabricados por meio de trabalho forçado, configurando uma situação de concorrência desleal para as indústrias norte-americanas.
A iniciativa foi oficialmente apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O representante Jamieson Greer destacou que:
“Os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado.”
Essa investigação se baseia na Seção 301 do Trade Act de 1974, um instrumento legal que permite aos EUA reagirem a práticas estrangeiras consideradas prejudiciais ao comércio americano. Após a formalização da investigação, consultas com os países listados devem ocorrer, com audiências previstas para o próximo mês.
Além do Brasil, a lista inclui países como Argentina, México, Austrália, Canadá, China, Índia e Japão, entre outros.
Para mais informações, acesse o portal DeFato.























