Sexta, 24 de julho de 2026

Dólar se estabiliza a R$ 5,08, mas registra queda semanal de 0,58%

Na última sexta-feira, o mercado financeiro apresentou um cenário em que o dólar ficou praticamente estável, mas registrou uma queda semanal. O Ibovespa, em contrapartida, teve uma queda significativa, refletindo as tensões internacionais e mudanças nas tarifas comerciais.

Dólar se estabiliza a R$ 5,08, mas registra queda semanal de 0,58%
© Valter Campanato/Agência Brasil

No fechamento da sexta-feira (24), o mercado financeiro ficou dividido em meio à cautela sobre novas tarifas comerciais dos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dólar registrou uma leve estabilidade frente ao real, enquanto a bolsa caiu mais de 1,5%, afetada pela queda do petróleo, que diminuiu em meio a expectativas de retomar negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Principais indicadores:

  • Dólar: R$ 5,081 (-0,06%), queda de 0,58% na semana;
  • Ibovespa: 174.041 pontos (-1,52%), alta de 0,19% na semana;
  • Petróleo tipo Brent: US$ 96,78 por barril (-3,88%), alta de quase 10% na semana;
  • Petróleo tipo WTI: US$ 89,31 por barril (-3,12%), alta de 8% na semana.

Câmbio

O dólar comercial fechou o pregão praticamente sem variação, cotado a R$ 5,081, uma diminuição de apenas 0,06%. A cotação começou em R$ 5,09, caiu para R$ 5,04 por volta das 12h e estabilizou-se ao longo da tarde.

Esse comportamento da moeda foi influenciado especialmente pelo cenário externo. Os investidores observaram a implementação de novas tarifas de 10% a 12,5% que os Estados Unidos impuseram a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, além de possíveis negociações entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão com suporte da China.

O real teve um desempenho superior ao de outras moedas emergentes, beneficiado pela condição de o Brasil ser um exportador líquido de petróleo e pela significativa diferença entre os juros nacionais e os americanos, que continuam a atrair investimentos.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou de forma estável.

Ibovespa Recuar

No setor de ações, o Ibovespa despencou 1,52%, alcançando 174.041 pontos e fechando na mínima do dia. Apesar disso, o índice acumulou uma alta de 0,19% na semana.

A queda nos preços do petróleo fez com que investidores vendessem ações de petroleiras para realizarem lucros, enquanto ações de mineradoras também sofreram devido à queda no minério de ferro. Os grandes bancos enfrentaram redução do fluxo monetário estrangeiro em mercados emergentes.

Além disso, o mercado acompanhou atentamente as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, considerando que o impacto dessas medidas já estava parcialmente refletido nas ações.

Petróleo Recuar

Após ultrapassar os US$ 100 por barril na quinta-feira (23), o petróleo devolveu parte dos ganhos na sexta-feira.

O recuo foi impulsionado por relatos de que a China iniciou esforços diplomáticos para reabrir as negociações entre os Estados Unidos e Irã, o que elevou as expectativas de redução das tensões no Oriente Médio.

O barril do petróleo Brent fechou em US$ 96,78, com uma queda de 3,88%, enquanto o WTI caiu 3,12% para US$ 89,31.

Embora haja essa correção, o mercado continua vigilante aos riscos relacionados à oferta global de petróleo. Os conflitos entre Estados Unidos e Irã persistem, o Estreito de Ormuz opera com tráfego reduzido, e os ataques dos houthis no Mar Vermelho ainda representem riscos às rotas marítimas de energia.

*Com informações da Reuters

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