A Casas Bahia iniciou um processo de recuperação judicial após acumular uma dívida de R$ 17,3 bilhões. A decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira (17) e é parte de uma reestruturação necessária diante da pressão financeira que a empresa enfrenta.
No último período, a varejista anunciou a demissão de aproximadamente 2 mil funcionários, 600 deles na quinta-feira (13) e os demais na sexta-feira (14). Com essas ações, a companhia também fechou 298 unidades de suas lojas, resultando em uma redução de 28,7% em sua rede, que contava com pouco mais de mil lojas até março.
A empresa enfrenta desafios como o alto endividamento dos consumidores e despesas financeiras elevadas, o que tem dificultado sua recuperação extrajudicial, iniciada em 2024. A falta de lucros contínuos e a alta pressão sobre a geração de caixa têm sido um obstáculo significativo. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um prejuízo de R$ 1,1 bilhão, um aumento significativo em comparação ao ano anterior.
Em 2025, o prejuízo consolidado foi de R$ 3 bilhões, três vezes superior ao resultado negativo do ano anterior. A empresa tentava aliviar sua estrutura de capital por meio da conversão de dívidas de credores, embora as despesas financeiras permanecessem pesadas, devido aos altos juros.
Além disso, a companhia está buscando alongar os prazos de pagamento à indústria, com reportagens indicando que os pagamentos aos lojistas de seu marketplace estão sendo adiados, até mesmo os realizados via Pix.























