Sexta, 20 de fevereiro de 2026

Carnaval de Belo Horizonte atrai 6,5 milhões de foliões e gera R$1,4 bilhão

Carnaval de Belo Horizonte atrai 6,5 milhões de foliões e gera R$1,4 bilhão
Secretária Bárbara Botega durante coletiva. Foto: Ramon Agostinho/DeFato Online.

Belo Horizonte recebeu um total aproximado de 6,5 milhões de foliões durante o carnaval de 2026, conforme apresentado em uma coletiva realizada no Palácio da Liberdade nesta quinta-feira, 19, pelo Governo de Minas. O evento movimentou R$1,4 bilhão na capital e, ao todo, o estado registrou 14,9 milhões de participações durante o período, resultando em um impacto econômico total de R$5,83 bilhões.

A secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, destacou que os números foram obtidos através do cruzamento de diversas bases, incluindo dados sobre a ocupação das vias, mobilidade, hotelaria e circulação de passageiros. Essa metodologia leva em consideração que uma mesma pessoa pode participar em diferentes dias ou em vários cortejos.

O levantamento revelou que a maior parte do impacto econômico, cerca de R$4,43 bilhões, ocorreu no interior do estado. Cidades históricas atraíram aproximadamente 376 mil visitantes, e a região do Lago de Furnas recebeu cerca de 315 mil pessoas. Botega ressalta que isso reflete uma tendência crescente de deslocamentos regionais, onde muitos foliões preferem permanecer em Minas durante a festa.

No setor hoteleiro de BH, a taxa média de ocupação chegou a 85,62%, com um pico de 92,30% no final de semana. O relatório também observou um aumento na diária média e, nos destinos de lazer monitorados no interior, a ocupação foi de 97%. Na mobilidade, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip) registrou 152.258 passageiros. Por outro lado, o aeroporto de Confins reportou um aumento de 18,5% nos passageiros de voos internacionais durante o carnaval, totalizando 8.887 viajantes.

Além disso, Botega informou que o estado publicou uma resolução em janeiro para direcionar a Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Esta lei destina 50% dos recursos a projetos de até R$300 mil, 30% a projetos entre R$300 mil e R$600 mil, e 20% para propostas acima de R$600 mil, com o intuito de favorecer a descentralização e o acesso a iniciativas menores.

A coletiva também discutiu o aumento de apresentações de artistas de grande porte no formato de shows nas ruas de Belo Horizonte. A secretária pediu que o município avalie as diferenças entre “bloco” e “evento” quando se trata de grandes artistas e públicos, visto que as exigências de infraestrutura variam conforme a classificação.

Representantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar informaram que o planejamento para a segurança ocorre antes do carnaval, com a análise de trios e trajetos ao lado dos organizadores. Foi mencionado que em algumas situações houve concentração de público acima do esperado, devido a atrasos no início de shows, o que exigiu ajustes nos horários e trajetos, além de remanejamento de efetivo.

O Governo de Minas também destacou que investiu R$26,5 milhões em ações relacionadas ao carnaval de 2026, que incluíram recursos por meio de editais, além de estrutura e serviços de apoio. O balanço final, que inclui dados sobre atendimentos e ocorrências, foi apresentado com a participação dos setores de segurança pública e das secretarias envolvidas na operação durante o evento.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias