Segunda, 15 de dezembro de 2025

Desafios e conquistas de mulheres líderes na busca por equidade

Desafios e conquistas de mulheres líderes na busca por equidade
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta terça-feira (2), em Brasília, mulheres em cargos de liderança em diversas empresas do Brasil discutiram a necessidade de combater a discriminação de gênero e raça no ambiente de trabalho. Com relatos impactantes, elas reforçaram como a promoção da equidade pode gerar resultados econômicos, financeiros e socioambientais.

Alessandra Souza, vice-presidente de Marketing e Comunicação de uma montadora de veículos multinacional, relatou que, durante sua trajetória, enfrentou uma pressão sutil para masculinizar sua gestão:

“A minha carreira aconteceu quando eu deixei de tentar ser uma coisa que não sou. Deixei de tentar me encaixar em padrões que não serviam para mim e tão pouco serviam para a organização.”

Já Ana Paula Repezza, diretora de negócio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ressaltou a importância das experiências adquiridas durante sua licença maternidade:

“De fato, a gente se torna líderes melhores quando enfrentamos o desafio de conciliar família e trabalho.”

POLÍTICA PÚBLICA

Ambas as líderes trabalham em empresas que participam da 7ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, iniciativa do Ministério das Mulheres para promover ações que combate a desigualdade de gênero e raça.

O programa certifica as organizações com o Selo Pró-Equidade como um sinal do compromisso com a igualdade no mercado de trabalho. Durante um seminário recente, as participantes debateram estratégias para construir ambientes corporativos mais justos, especialmente frente aos dados do 4º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que revelou que as mulheres recebem, em média, 21,2% menos que os homens.

CONSTRUÇÃO

Atualmente, 88 empresas em todo o Brasil estão unidas ao Programa, buscando ações eficazes contra a discriminação. Até agora, 246 organizações já aderiram ao programa desde a sua primeira edição. A Caixa Econômica Federal é uma dessas empresas, onde Glenda Nóbrega promove a diversidade e inclusão.

“As iniciativas promovidas nas empresas são capazes de mudar todo o ambiente corporativo e gerar mais oportunidades”, afirma Glenda.

Tereza Cristina de Oliveira, da Embrapa, salienta que a transformação ocorre não apenas no ambiente corporativo, mas também na sociedade. Ela destaca a importância do engajamento das mulheres em cargos de liderança:

“Se a gente não tiver a clareza de que as mudanças na sociedade se dão pelo nosso envolvimento, pela nossa luta e escolhas, não estamos fazendo nada.”

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