Uma representação protocolada junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicita a suspensão da cobrança de pedágio na BR-381. O pedido foi feito pelo gabinete do deputado estadual Christiano Xavier (PSD), ex-prefeito de Santa Luzia, e conta com o apoio de diversos líderes locais, incluindo o prefeito de Bom Jesus do Amparo, Wanderlei Ribeiro (PP), e vereadores da região.
A concessionária Nova 381 anunciou que a cobrança terá início à meia-noite do dia 27 de setembro, com valores de R$15,50 para carros em Caeté e R$12,90 em João Monlevade. Os caminhões e carretas pagarão tarifas graduadas conforme seu peso, enquanto as motocicletas estão isentas.
A representação destaca que os custos do pedágio são “incompatíveis com a realidade financeira da população”, afirmando que a cobrança afetará o cotidiano dos usuários da rodovia. Um exemplo apresentado é o custo de cerca de R$600,00 mensais para quem faz o trajeto diário entre João Monlevade e Belo Horizonte apenas no pedágio.
Além disso, menciona o epíteto de “rodovia da morte” atribuído à BR-381 devido às péssimas condições de tráfego e à falta de obras. O texto aponta que as condições atuais não oferecem segurança mínima e questiona a instalação de um modelo de cobrança onde é necessário o uso de aplicativos, o que poderia excluir motoristas sem acesso à tecnologia.
Os signatários da representação pedem que o TCU suspenda a cobrança de pedágio até que as obras essenciais sejam concluídas, e que qualquer cobrança ocorra somente após garantir melhorias necessárias. Argumentam também que a falta de transparência nos estudos sobre os impactos tarifários e socioeconômicos é preocupante.
A representação é assinada pelos advogados Lucas Abdo Reis e Paulo Sérgio Mateus, e também pelos prefeitos de Caeté e Nova União, Alberto Nazaré Pires (Avante) e Waldir José dos Santos (PSD).























