No último sábado (21), comemorou-se o aniversário de 120 anos de Jean-Paul Sartre (1905-1980), filósofo francês renomado por suas contribuições ao existencialismo e às discussões sobre liberdade humana. Sua obra ressoa ainda hoje, inspirando indivíduos e suas escolhas de vida.
Durante uma viagem de 35 horas de ônibus entre Central, na Chapada Diamantina, Bahia, e Brasília, o professor Sartre Gonçalves, de 25 anos, refletiu sobre sua decisão de mudança. Nomeado em homenagem ao filósofo, ele foi apoiado por seus pais, que lhe ensinaram sobre as ideias de liberdade defendidas por Sartre.
Em sua trajetória, Sartre encontrou no magistério um propósito. Após se mudar, ingressou em um concurso na Secretaria de Educação de Brasília e, inspirando seus alunos, discute frequentemente questões existenciais. “A liberdade é questão de escolha, mas você também precisa suportar as consequências das suas escolhas”, diz o professor.
Escolhas de vida e suas consequências
Outro xará de Sartre, Pedro Sartre, de 37 anos, é maqueiro e skatista. Ele também carrega um legado de escolhas. Pedro fundou um projeto social, o Espírito Livre, em Goiás, que ensina skate a crianças em situação de vulnerabilidade. “A prática proporciona qualidade de vida, interação social e desenvolvimento psicomotor”, destaca.
“Esta é uma atividade que ajuda, por exemplo, crianças com deficiência”, completa Pedro.
A atualidade de Sartre
O professor de filosofia Márcio Gimenes de Paula, da Universidade de Brasília, destaca que os ensinamentos de Sartre ainda encontram relevância no século 21. Os alunos se interessam por suas ideias, refletindo sobre questões contemporâneas como direitos civis e meio ambiente. “Sartre foi um pensador que habilmente discutiu temas que impactaram a humanidade”, observa Gimenes.
O legado de Sartre, tanto na filosofia quanto nas decisões diárias de indivíduos como Sartre Gonçalves e Pedro Sartre, ressoa fortemente, fazendo com que a liberdade e as escolhas continuem a ser exploradas e debatidas.
























