O Museu Vivo, sediado em Ipatinga, prepara o encerramento da etapa de oficinas temáticas previstas na elaboração do seu plano museológico, seguindo as orientações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O trabalho é desenvolvido pelo projeto Raízes Vivas, foi iniciado no mês de agosto e tem previsão de ser concluído no primeiro semestre de 2027.
“A construção do plano museológico representa um passo fundamental para o fortalecimento institucional e a profissionalização do Museu Vivo. Um dos grandes diferenciais deste projeto é o caráter interdisciplinar da equipe envolvida, que reúne profissionais de diferentes áreas do conhecimento em um processo de escuta, diálogo e construção coletiva com a instituição”, destaca o museólogo Gabriel Eugênio, mestrando em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri e atuante nas áreas de museologia, patrimônio e produção cultural, que coordena os trabalhos do projeto no Museu Vivo.
Desde o lançamento do projeto, em agosto, foram realizadas até o mês de outubro cinco oficinas sobre dez programas estratégicos: Institucional, Gestão de Pessoas, Acervos, Pesquisas, Exposições, Educativo-cultural, Arquitetônico-urbanístico, Segurança, Comunicação e Socioambiental. A próxima oficina do cronograma de trabalho está agendada para o próximo dia 8 de novembro (domingo), das 14h às 17h, sobre os programas de Financiamento e Fomento e de Acessibilidade Universal, que será conduzida pela historiadora e produtora do Projeto Raízes Vivas, Nilcinéia Amorim.
Durante essas oficinas, o Museu Vivo vem sendo analisado de forma criteriosa e abrangente, a partir dos 12 programas que compõem o plano museológico orientado pelo Ibram. “Esse trabalho tem permitido identificar as potencialidades, os desafios e as necessidades da instituição, construindo um diagnóstico participativo que servirá de base para a definição de diretrizes, prioridades e projetos estratégicos. A expectativa é que esse planejamento oriente as ações do Museu nos próximos anos, contribua para uma gestão mais qualificada e favoreça a aplicação criteriosa dos recursos disponíveis, fortalecendo seu compromisso com a preservação e a valorização da memória e do patrimônio cultural dos povos do Vale do Aço e do Rio Doce”, descreve o museólogo.
Todas as oficinas são abertas e têm acessibilidade em Libras, com a participação de voluntários e da diretoria da associação, e realizadas na sede do Museu Vivo, que fica na rua Água Potável, 398-A, bairro das Fontes, em Ipatinga. As inscrições gratuitas podem ser confirmadas pelo telefone: (31) 98876-6423, com Nilcinéia Amorim.
O Projeto Raízes Vivas: Plano Museológico e Divulgação do Acervo do Museu Vivo é viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (Edital 04/2026, Execução Cultural; ano de realização 2026/2027; ID 29192), com apoio do Governo de Minas Gerais por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e realização do Ministério da Cultura. Mais informações sobre o Museu Vivo em: museuvivomg@gmail.com; Instagram@museuvivomg; site www.museuvivo.org.























