No dia 7 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu em uma sessão especial no Palácio da Alvorada os membros da equipe do filme ‘O Agente Secreto’, que faz sua primeira apresentação no Brasil após sua estreia mundial no 78º Festival de Cannes, onde foi aplaudido por cerca de 15 minutos.
A cultura é temida porque ela desperta a consciência política, fornece informação e não nos permite ser submissos. A cultura nos torna revolucionários, não com armas, mas com comportamento e ideias.
Essa declaração de Lula ocorreu antes da sessão, que contou com a presença de ministros e outros convidados. O diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura, responsável pelo papel principal, foram premiados em Cannes como melhor diretor e melhor ator, respectivamente.
Embora o filme tenha competido pela Palma de Ouro, o prêmio máximo do festival foi concedido ao longa ‘Um simples Acidente’, do cineasta iraniano Jafar Panahi.
No evento, Mendonça destacou que a exibição no Palácio presidencial enfatiza o respeito do governo pela cultura brasileira, refletindo uma mudança em relação aos ataques sofridos anteriormente no setor. Ele afirmou:
O Agente Secreto é um filme que fala muito sobre o Brasil e a lógica do nosso país em relação ao poder e a história.
Lula ainda comentou sobre as conquistas cinematográficas do Brasil, citando prêmios como os obtidos por ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar e ‘O Último Azul’ no Festival de Berlim.
Emocionado, o presidente tocou em questões graves como a fome infantil, mencionando o Estado de Gaza e afirmou:
É triste ter que oferecer comida e água antes que as crianças venham a falecer.
‘O Agente Secreto’, ambientado no Brasil em 1977, narra a história de Marcelo, um professor que se muda de São Paulo para Recife fugindo de um passado violento, apenas para descobrir que está sendo espionado.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, comentou sobre o Brasil ser homenageado em Cannes e estruturar projetos para ampliação das salas de cinema no país, prevendo a adição de 100 novas salas até o fim do seu mandato. Wagner Moura, por sua vez, expressou sua emoção ao ver o governo apoiar a cultura nacional após a reativação do Ministério da Cultura em 2023, que havia sido extinto em 2019.























