Segunda, 16 de fevereiro de 2026

Lançamento de livro-reportagem destaca a formação cultural de Contagem

Lançamento de livro-reportagem destaca a formação cultural de Contagem
Foto: Divulgação

No dia 15 de novembro, o jornalista Felipe Pedrosa realizará o lançamento do livro-reportagem “Contagem: Da Abóbora à Indústria Cultural”, que resulta de anos de pesquisas sobre a formação histórica e cultural de Contagem.

O evento será realizado às 19h30 na Casa Nair Mendes Moreira, localizada no Centro da cidade, e a entrada é gratuita mediante retirada de ingressos no Sympla.

Em entrevista à DeFato, Pedrosa explicou que o livro é fruto de uma tentativa de ouvir e registrar as vozes que constroem a cidade, mas que frequentemente ficam à margem dos relatos oficiais. “O livro nasce da escuta. É uma maneira de contar a cidade a partir de quem vive aqui”, afirmou.

O trabalho é um desdobramento do projeto Trem Pra Fazer, que inicialmente se concentrou em comunicação cultural e se expandiu para diversos formatos, como podcasts e documentários. A obra cobre desde o período colonial até as manifestações culturais atuais, ressaltando as continuidades históricas.

Pedrosa relata que um dos principais temas abordados é a herança africana na cidade. Embora reconhecida por muitos, essa história ainda é pouco valorizada oficialmente. “O que encontramos vai muito além da folia de reis, incluindo histórias de trabalho escravizado e silenciamentos históricos que ainda afetam o território”, disse.

A obra também examina a cultura nas periferias e sua luta contra a precariedade. “A cena teatral de Contagem é forte, mas carece de um teatro público. Isso revela que a cultura prospera mesmo na ausência de suporte político”, destaca Pedrosa.

O livro inclui temas como carnaval, cinema periférico, batalhas de rima e ocupações culturais, mudando a perspectiva sobre o patrimônio cultural existente. Para Pedrosa, o desafio é celebrar essas expressões sem desconsiderar as realidades que as geram.

O autor também reflete sobre a responsabilidade ética em documentar histórias de pessoas, ao escolher compartilhar suas próprias experiências para evitar ser um “trampolim narrativo”. Ele vê a publicação do livro como uma forma de democratizar o acesso à leitura para a juventude.

Além do lançamento, exemplares do livro serão doados a bibliotecas públicas de Contagem e usados em encontros com estudantes. O livro inclui prefácio de Poli Dias, revisão de Thalita Martins e ilustrações de Alexandre Junior, que também assina a capa.

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