Cães de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) estão atuando nas operações para localizar possíveis vítimas soterradas após os fortes temporais que atingiram Juiz de Fora desde a noite de segunda-feira (23).
Até o momento, a cidade já registrou ao menos 16 mortes em decorrência das chuvas, que causaram deslizamentos, desabamentos e uma série de ocorrências de soterramento.
Os animais desempenham um papel crucial, sendo utilizados diretamente nos escombros deixados pelos deslizamentos e farejando áreas onde há indícios de presença humana sob a terra e os destroços. Este trabalho é feito em apoio às equipes que atuam manualmente na remoção de entulhos e no mapeamento das áreas mais críticas.
Para ampliar a capacidade de resposta, 22 militares de Belo Horizonte foram enviados para reforçar o efetivo já mobilizado em Juiz de Fora. Além do contingente adicional, três cães de busca integram a operação.
Os cães são considerados estratégicos em situações de soterramento, pois conseguem identificar odores humanos mesmo em meio à lama e estruturas colapsadas, acelerando a localização de vítimas e aumentando as chances de resgate.
O volume excepcional de precipitação registrado na região também contribui para a gravidade da situação. Durante um curto período, a cidade acumulou cerca de 200 milímetros de chuva, totalizando 584 milímetros em fevereiro, tornando-o o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora, superando o recorde anterior de 456 milímetros de 1988.
Além de Juiz de Fora, a cidade de Ubá também foi severamente afetada, contabilizando sete mortes no mesmo período. As equipes continuam mobilizadas em diversas frentes de trabalho, priorizando áreas com registros de soterramento e risco estrutural. As buscas seguem em ritmo intensificado, com apoio dos cães farejadores, na esperança de localizar os desaparecidos e evitar mais vítimas.

























