O Brasil é o país que mais concentra a governança criminal na América Latina, com entre 50 e 61 milhões de pessoas sob o domínio de facções. Isso representa um quarto da população nacional vivendo sob normas impostas por organizações como o PCC e o Comando Vermelho, que atuam em quase todo o território nacional.
Esse cenário revela a formação de um verdadeiro Estado paralelo, que regula diversas áreas, incluindo eleições, comércio, transporte e até serviços públicos, minando a autoridade do governo. O contraste é impressionante: o país com o sistema estatal mais forte da região é, paradoxalmente, aquele que mais se submete ao poder dessas facções.
Enquanto promessas são feitas pelos órgãos governamentais, as quadrilhas oferecem uma forma de ordem que tem se consolidado ao longo dos anos, sustentando uma estrutura de poder que é alimentada pelo descaso histórico do poder público.
























