O Brasil assume a presidência do Mercosul no segundo semestre de 2025, com cinco prioridades estabelecidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluem:
- Amplicação comercial
- Promoção da transição energética
- Desenvolvimento tecnológico
- Combate ao crime organizado
- Enfrentamento das desigualdades sociais
Essas pautas foram apresentadas durante a 66ª Cúpula do Mercosul, realizada em Buenos Aires, onde Lula recebeu a coordenação do bloco do presidente argentino Javier Milei.
No encontro, os líderes discutiram temas fundamentais para a região, incluindo o fortalecimento da Tarifa Externa Comum (TEC) e a incorporação dos setores automotivo e açucareiro ao regime comercial do Mercosul. Lula destacou em seu discurso a necessidade de modernização do sistema de pagamento em moedas locais para facilitar transações digitais.
O presidente brasileiro reforçou ainda que o Mercosul é um ambiente de proteção para os países da região, defendendo a imperatividade de manter a autonomia em um mundo polarizado: “Estar no Mercosul nos protege. Nossa Tarifa Externa Comum nos blinda contra guerras comerciais alheias”.
Um ponto a ser discutido é a flexibilização das tarifas, que permitirá que o Brasil deixe até 150 produtos fora da TEC, uma medida que visa aumentar a competitividade e responder a distorções comerciais.
A continuidade das negociações para acordos com a União Europeia, abrangendo a finalização do tratado Mercosul-UE, e a abordagem de novos parceiros como o Canadá e os Emirados Árabes estão entre os objetivos da presidência brasileira, além de uma ênfase em comércio sustentável e na luta contra a criminalidade transnacional.
No âmbito ambiental, Lula destacou a necessidade de ação frente às mudanças climáticas e apresentou o programa Mercosul Verde como uma iniciativa para promover a agricultura sustentável na região.
As expectativas para os próximos seis meses incluem um aumento da integração regional, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento do diálogo social no bloco.
























