A AngloGold Ashanti anunciou a conclusão das obras de descaracterização da barragem de contenção de rejeitos CDS II, situada na Mina de Córrego do Sítio, em Santa Bárbara. A estrutura tinha capacidade equivalente ao volume de rejeitos envolvidos no desastre de Brumadinho em 2019 e impactava a vida de mais de mil pessoas.
A empresa informou que, desde 2022, parou de utilizar a disposição de rejeitos em polpa, optando agora pela disposição de rejeito a seco tanto em CDS II quanto em suas demais barragens no Brasil. A descaracterização foi motivada por preocupações anteriores que a barragem apresentou, como trincas e acionamentos indevidos de sistemas de emergência.
O investimento total para essa operação foi de cerca de R$ 253 milhões, mobilizando aproximadamente 350 profissionais em diversas frentes técnicas e operacionais. O projeto envolveu o fechamento do reservatório com solo, garantindo a estabilização da superfície e promovendo a recuperação paisagística da área com vegetação.
André Souza, diretor de Construção da AngloGold Ashanti, destacou que a execução das obras foi acompanhada por uma rigorosa supervisão técnica, assegurando o cumprimento dos padrões do projeto. As etapas incluíram trabalhos simultâneos, como aterros do reservatório e construção de canais de drenagem em concreto armado.
Em comunicado à imprensa, a AngloGold Ashanti reafirmou seu compromisso de promover a descaracterização de todas as barragens sob sua responsabilidade, para garantir a conformidade com as normas e reduzir riscos ambientais e operacionais.
“A descaracterização da estrutura é resultado de um planejamento minucioso e de um processo de engenharia com foco em segurança, respeito ambiental e inovação”, declarou Cristiano Souza, vice-presidente global de Tailings e Projetos da companhia.



























