Robert Francis Prevost, o novo líder da Igreja Católica, sob o título de papa Leão 14, está no centro de controvérsias relacionadas a alegações de acobertamento de abusos sexuais durante sua administração na diocese de Chiclayo, no Peru.
As investigações do Vaticano sobre as denúncias ainda estão em andamento. As alegações, feitas em 2023 por mulheres peruanas, afirmam que Prevost foi omisso em seu papel de administrador da diocese ao não tomar ações imediatas ao receber denúncias de abusos cometidos por dois padres contra três meninas.
Prevost, um nativo de Chicago que viveu no Peru por 20 anos e possui cidadania peruana, foi acusado por uma das mulheres de ter demorado a encaminhar as denúncias ao Vaticano. Apesar de ter recebido a ligação em 2020, ele só tomou providências em 2022, resultando no afastamento de um padre, enquanto outro já não pertencia mais à igreja devido a problemas de saúde. A diocese sempre insistiu que não houve acobertamento e que seguiu os protocolos estabelecidos pelo Vaticano.
A questão dos abusos sexuais na Igreja Católica continua a ser uma preocupação, mesmo em momentos significativos como o conclave que elegeu Prevost. Anne Barrett Doyle, da organização Bishop Accountability, fez comentários pertinentes, salientando que certos cardeais, como Pietro Parolin e Luis Antônio Tagle, foram más escolhas por serem associados a casos de acobertamento de agressões sexuais, embora não tenha feito menção específica ao papa eleito.























