A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o desfile do Grupo Especial do carnaval carioca, sofreu um rebaixamento para a Série Ouro, o segundo escalão do desfile. A decisão foi divulgada após a apuração das notas dos jurados na Quarta-Feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro.
A Viradouro foi a campeã deste ano, apresentando um enredo que homenageou o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça.
Apesar de sua proposta de enredo, que incluía referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à sua política, a Acadêmicos de Niterói não conseguiu a pontuação necessária em vários critérios fundamentais. Os jurados atribuiram a nota mais baixa no quesito fantasias, e o enredo sobre a vida de Lula foi classificado como o pior entre as 12 escolas participantes.
O desfile atraiu críticas da oposição e levou a ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, no entanto, rejeitou pedidos para barrar a apresentação, alegando falta de comprovação de propaganda eleitoral antecipada.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, manifestou preocupação em relação aos aspectos do desfile, afirmando que parecia um “cenário de areia movediça”, onde ações poderiam resultar em condenações futuras.
Além do rebaixamento, a escola enfrentou fortes críticas por sua alegoria que incluía o número “13”, símbolo associado ao PT. Agora, com a notícia do rebaixamento, opositores de Lula vislumbram uma oportunidade para explorar a repercussão negativa desta situação.
O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, narrava a trajetória de Lula desde suas raízes como retirante até sua ascensão à presidência. A apresentação incluiu referências a programas sociais e críticas a adversários políticos, mas acabou não ressoando positivamente entre o júri do carnaval.

























