Quinta, 30 de abril de 2026

Lula critica potências do Conselho de Segurança da ONU sobre conflitos no Irã

Lula critica potências do Conselho de Segurança da ONU sobre conflitos no Irã
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, na noite desta quinta-feira (19), os cinco países que fazem parte do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O foco de suas declarações foi a situação de conflito no Irã.

Segundo Lula, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França deveriam zelar pela paz mundial, mas estão promovendo a guerra.

“O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo. Pois são os cinco [países membros] que estão fazendo guerra. Eles produzem mais armas, vendem mais armas”, disse.

Ele também abordou o impacto das guerras sobre os mais necessitados, questionando: “Quem paga o preço das guerras? Os pobres. No ano passado, gastaram 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas. Quanto gastaram em comida? Quanto gastaram em educação? Quanto gastaram para apoiar as pessoas que estão refugiadas, vítimas de guerras insanas?”, acrescentou.

As declarações ocorreram durante um discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), onde Lula anunciou sua intenção de concorrer à presidência da República em 2026, e que Fernando Haddad será candidato ao governo paulista. O presidente também expressou desejo de contar com o vice-presidente Geraldo Alckmin novamente na chapa.

Banco Master e suas falcatruas

Lula também destacou em seu discurso as “falcatruas” do Banco Master, que ocorreram após a aprovação da instituição financeira no Banco Central durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Estão tentando empurrar para as costas do PT e do governo o [caso do] Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país. E, se não tomarmos cuidado, vão tentar dizer que fomos nós”, completou.

Ele afirmou que, no início de 2019, o então presidente do Banco Central Ilan Goldfajn negou o reconhecimento do Banco Master. “Quem reconheceu, em setembro de 2019, foi o Roberto Campos [ex-presidente do BC na gestão Bolsonaro] e todas as falcatruas foram feitas [nesse período].”

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