Segunda, 14 de setembro de 2026

Israel registra alto número de jornalistas mortos em conflito na Gaza

A situação dos jornalistas na Faixa de Gaza se mostrou alarmante, com um número de mortos em busca da verdade superando conflitos históricos.

Israel registra alto número de jornalistas mortos em conflito na Gaza
Foto: Reprodução

A Força de Defesa de Israel (FDI) assassinou, em menos de dois anos, mais jornalistas e profissionais de mídia do que qualquer guerra na história. O Sindicato de Jornalistas Palestinos estima que 246 profissionais foram mortos desde 7 de outubro de 2023.

Esse número supera a soma das mortes em outros sete conflitos significativos, incluindo as Guerras Mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria e do Vietnã, assim como conflitos na Iugoslávia e na Ucrânia.

Estudo da Universidade de Brown aponta que a guerra em Gaza é “o pior conflito de todos os tempos para repórteres”. Associações que representam jornalistas mundialmente afirmam que Israel realiza ataques deliberados para silenciar a cobertura do conflito, contrapondo a posição do governo Netanyahu que nega essa acusação.

“Israel está se engajando no esforço mais mortal contra jornalistas, já documentado pelo CPJ. Jornalistas palestinos são alvo de ameaças e assassinatos”.

Israel proíbe a entrada de jornalistas internacionais em Gaza, o que limita a coleta de informações sobre os eventos na região. No segundo mês do conflito, 37 jornalistas foram assassinados, sendo que o Exército de Israel já matou mais jornalistas em dez semanas do que qualquer outro exército em um ano.

Além disso, 520 jornalistas foram feridos e 800 familiares de profissionais de mídia mortos. Desde outubro de 2023, 206 jornalistas palestinos foram detidos, com 55 ainda presos.

A FDI alega que não ataca civis intencionalmente. O ataque ao Hospital Nasser, que vitimou 20 pessoas, incluindo jornalistas, gerou polêmica, com Israel afirmando que o Hamas o usava para operações militares.

“Essa prática transforma locais de resgate e cobertura de mídia em armadilhas mortais”.

Em meio a essa violência, os jornalistas enfrentam também a dificuldade de acesso a alimentos, agravada pelo bloqueio israelense e a distribuição limitada. Em declaração rara, grandes agências de notícias expressaram preocupação com a fome que atinge os jornalistas na região.

Com informações da Agência Brasil.

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