Quarta, 03 de junho de 2026

Israel registra alto número de jornalistas mortos em conflito na Gaza

Israel registra alto número de jornalistas mortos em conflito na Gaza
Foto: Reprodução

A Força de Defesa de Israel (FDI) assassinou, em menos de dois anos, mais jornalistas e profissionais de mídia do que qualquer guerra na história. O Sindicato de Jornalistas Palestinos estima que 246 profissionais foram mortos desde 7 de outubro de 2023.

Esse número supera a soma das mortes em outros sete conflitos significativos, incluindo as Guerras Mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria e do Vietnã, assim como conflitos na Iugoslávia e na Ucrânia.

Estudo da Universidade de Brown aponta que a guerra em Gaza é “o pior conflito de todos os tempos para repórteres”. Associações que representam jornalistas mundialmente afirmam que Israel realiza ataques deliberados para silenciar a cobertura do conflito, contrapondo a posição do governo Netanyahu que nega essa acusação.

“Israel está se engajando no esforço mais mortal contra jornalistas, já documentado pelo CPJ. Jornalistas palestinos são alvo de ameaças e assassinatos”.

Israel proíbe a entrada de jornalistas internacionais em Gaza, o que limita a coleta de informações sobre os eventos na região. No segundo mês do conflito, 37 jornalistas foram assassinados, sendo que o Exército de Israel já matou mais jornalistas em dez semanas do que qualquer outro exército em um ano.

Além disso, 520 jornalistas foram feridos e 800 familiares de profissionais de mídia mortos. Desde outubro de 2023, 206 jornalistas palestinos foram detidos, com 55 ainda presos.

A FDI alega que não ataca civis intencionalmente. O ataque ao Hospital Nasser, que vitimou 20 pessoas, incluindo jornalistas, gerou polêmica, com Israel afirmando que o Hamas o usava para operações militares.

“Essa prática transforma locais de resgate e cobertura de mídia em armadilhas mortais”.

Em meio a essa violência, os jornalistas enfrentam também a dificuldade de acesso a alimentos, agravada pelo bloqueio israelense e a distribuição limitada. Em declaração rara, grandes agências de notícias expressaram preocupação com a fome que atinge os jornalistas na região.

Com informações da Agência Brasil.

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