Na última quinta-feira (15), ataques militares israelenses resultaram na morte de pelo menos 60 pessoas na Faixa de Gaza, conforme informaram médicos palestinos. Este ocorrido coincide com a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Oriente Médio, onde mediadores árabes e os próprios EUA tentam viabilizar um acordo de cessar-fogo.
A maioria das vítimas, entre elas mulheres e crianças, foi morta em Khan Younis, em ataques aéreos que atingiram residências e acampamentos. Um dos mortos foi o jornalista Hassan Samour, que trabalhava para uma rádio administrada pelo Hamas e foi atingido junto com 11 famílias em sua casa.
Os militares israelenses intensificaram suas ofensivas em Gaza, visando erradicar o Hamas, como retaliação a uma série de ataques mortais que o grupo palestino perpetrara contra Israel no mês anterior.
O Hamas acusou Israel de realizar uma ‘tentativa desesperada de negociar sob a cobertura de fogo’, enquanto conversações indiretas de cessar-fogo prosseguem em Doha, com participação de enviados de Trump e mediadores do Catar e do Egito.
Os ataques ocorreram em um dia simbólico, quando palestinos lembram a Nakba, ou catástrofe, que remete a 1948, quando muitos foram forçados a deixar suas cidades. No contexto atual, com a maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza deslocados, a sensação de crise é palpável.
“Estamos passando por momentos ainda mais difíceis do que na Nakba de 1948”, disse Ahmed Hamad, um palestino da Cidade de Gaza, que já foi deslocado múltiplas vezes. “A morte nos cerca por toda parte.”
As autoridades de saúde palestinas relataram que os ataques israelenses se intensificaram após a visita de Trump, prevista para pressionar por um cessar-fogo. Na quarta-feira, a violência resultou na morte de outras 80 pessoas no enclave.























