A Vale firmou parcerias com dois de seus principais fornecedores de caminhões fora de estrada para desenvolver motores bicombustíveis que utilizam etanol e diesel (dualfuel).
A iniciativa visa aumentar a proporção de biodiesel na mistura de combustível para caminhões fora de estrada de 15%, conforme a legislação brasileira, para um percentual que varia entre 30% e 50%. Os testes realizados em bancada desde 2023 indicaram um potencial promissor, permitindo que a Vale passasse para a fase de testes em campo no Complexo de Mariana, em Minas Gerais, utilizando caminhões com capacidade de 190 toneladas.
O principal objetivo é monitorar o desempenho dos caminhões por um período mínimo de seis meses, avaliando as adaptações necessárias para garantir que os veículos funcionem com uma mistura mais elevada de biodiesel, mantendo o desempenho semelhante ao atual.
“A estratégia de descarbonização das operações industriais está pautada na integração de diversas tecnologias e rotas energéticas. Para reduzir o consumo de diesel fóssil, estamos priorizando investimentos em biocombustíveis e etanol, além de implementar sistemas de eletrificação em casos específicos onde a viabilidade técnica e econômica sugira melhor operação”, destacou Carlos Medeiros, vice-presidente executivo de Operações.
Ele afirmou ainda que “o biodiesel, uma vez validados os parâmetros de desempenho, pode trazer ganhos ambientais significativos e servir como modelo para a adoção em larga escala no setor.”
A Vale também está testando um caminhão fora de estrada elétrico, que possui capacidade de carga de 72 toneladas e iniciado seus testes em 2022. Após ajustes baseados nas lições da primeira fase, o caminhão retornou à companhia em novembro para novas avaliações.
Esse veículo será testado por, pelo menos, seis meses na mina de Capão Xavier, em Minas Gerais, com o intuito de analisar sua eficiência e desempenho. Dentre as vantagens dos caminhões elétricos, destacam-se a emissão zero de CO2 e a diminuição de ruídos.
João Turchetti, diretor de Descarbonização, enfatiza: “No processo de desenvolvimento tecnológico, é crucial testar, aprender, fazer ajustes e repetir o teste até chegarmos ao resultado ideal. Enxergamos a eletrificação como uma solução com potencial de reduzir emissões de carbono a longo prazo.”
A Vale estabeleceu um compromisso de reduzir suas emissões de carbono diretas e indiretas (escopos 1 e 2) em 33% até 2030 e de alcançar emissões líquidas zero até 2050. Até 2024, a empresa já deve investir R$ 7,4 bilhões para alcançar essas metas.


























