Sábado, 17 de outubro de 2026

Rio de Janeiro cria reserva marinha para proteger ecossistemas e estimular economia

A recente criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá no Rio de Janeiro representa uma importante iniciativa de preservação ambiental e fomento a atividades econômicas sustentáveis.

Rio de Janeiro cria reserva marinha para proteger ecossistemas e estimular economia
© Divulgação do governo do estado do Rio

A cidade do Rio de Janeiro agora abriga uma reserva de desenvolvimento sustentável com 3 mil hectares de ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que servem de habitat para diversas espécies da fauna e flora, incluindo algumas ameaçadas de extinção.

Instituída recentemente, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá localiza-se na zona oeste da capital, estendendo-se da ilhota do Frade, em Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio. O objetivo é proteger os ecossistemas marinhos e costeiros enquanto garante a manutenção de atividades econômicas, como a pesca artesanal e o turismo sustentável.

Segundo o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ricardo Mascarenhas, “é um passo fundamental para cumprir as metas que o Brasil se comprometeu a seguir em relação à Convenção para Proteção da Biodiversidade”, referindo-se à meta 30×30, que prevê a proteção de 30% do território nacional em unidades de conservação até 2030.

“O Estado já alcançou a meta em relação à parte terrestre. Agora, o foco é proteger 30% das águas jurisdicionais”, complementa Mascarenhas.

A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável combina conservação com atividades tradicionais. O projeto “Ilhas do Rio”, apoiado por organizações civis, envolve comunidades pesqueiras na gestão da área. Medidas como monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e educação ambiental estão em pauta, além de um desenvolvimento ordenado do ecoturismo.

Um estudo técnico feito pelo projeto identificou 102 espécies de peixes nos recifes de corais, com três delas sendo endêmicas do Brasil. Além disso, 143 espécies de organismos bentônicos, como polvos e lagostas de alto valor pesqueiro, foram mapeadas na região.

Entre as espécies ameaçadas encontradas estão o coral-cérebro, a estrela-do-mar e o ouriço-lilás. O ambiente é crucial para a reprodução de peixes ameaçados, como garoupas e chernes, além de abrigar espécies como a baleia-jubarte e diversas tartarugas marinhas.

O nome Urupirá foi escolhido para resgatar a memória histórica da região, originada de uma palavra indígena que significa “cesto do peixe”.

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