Segunda, 20 de abril de 2026

Itaipu Binacional investe em energias renováveis para dobrar capacidade

Itaipu Binacional investe em energias renováveis para dobrar capacidade
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com 9% da produção de energia elétrica consumida no Brasil, a hidrelétrica Itaipu Binacional está ampliando sua atuação no setor de energias renováveis e planeja mais que dobrar sua capacidade instalada, atualmente de 14 mil megawatts (MW).

A usina, que opera em Foz do Iguaçu, Paraná, há 40 anos, é um empreendimento fruto de um tratado entre o Brasil e o Paraguai.

Um projeto-piloto visa a instalação de 1,5 mil placas fotovoltaicas no leito do reservatório do Rio Paraná, com previsão de conclusão até 2025.

Status do Projeto

A construção está 60% concluída e 85% dos equipamentos já foram adquiridos. O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, espera que o projeto, que vai ocupar apenas 1 hectare, seja entregue em setembro. Ao todo, esse espaço corresponde a menos de 1% dos 1.350 km² do reservatório.

Investimentos e Expectativas

O valor do investimento é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,7 milhões). A expectativa é gerar 1 megawatt-pico (MWp), suficiente para atender a demanda de 650 casas e destinado ao consumo próprio da usina.

Com o funcionamento das placas, se a Itaipu cobrir 10% do reservatório com energia solar, poderia gerar até 14 mil MW, duplicando a capacidade atual da usina.

“Isso pode abrir um novo negócio para a instituição”, afirma Verri. “Estamos monitorando áreas de navegação e reprodução de peixes” para avaliar futuras ampliações.

Pesquisa em Hidrogênio Verde

Além das placas solares, Itaipu está desenvolvendo o hidrogênio verde no centro de inovações Itaipu Parquetec, que utiliza eletrólise para extrair hidrogênio da água, o que pode ser essencial em uma transição energética.

Biogás e Sustentabilidade

A usina também investe na geração de biogás a partir de resíduos, como dejetos de suínos em projetos que visam a produção de energia limpa e sustentável.

Acordo Binacional

O diretor Verri ressalta que, por ser um empreendimento binacional, qualquer mudança na atividade fim da hidrelétrica deve ser formalmente acordada entre Brasil e Paraguai, especialmente para a geração de energia alternativa.

“Estamos buscando expandir nosso escopo e garantir uma energia limpa, fundamental em nossa economia”, conclui.

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