A secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Elaine Mendes, atualizou nesta quinta-feira (16) as investigações sobre a alteração na coloração da água do Canal da Praia, na Avenida Cristina Gazire, registrada na última terça-feira (14). Apesar da mobilização imediata das equipes técnicas, a origem da substância que provocou a turbidez da água permanece desconhecida.
Naquela data, moradores registraram e divulgaram nas redes sociais um líquido escuro percorrendo o canal, acompanhado de forte odor, levantando suspeitas de poluição. A equipe da Secretaria de Meio Ambiente foi ao local logo após receber a denúncia, acompanhada por técnicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Contudo, ao chegar no canal, a água já havia retornado às suas características habituais.
“Quando a gente chegou lá, eu também fui pessoalmente, o efluente já estava com as características físicas normalizadas. Percorremos todo o canal e fiscalizamos todos os locais, mas não conseguimos detectar de onde poderia ter vindo a contribuição”, explicou.
Elaine destacou que a equipe estava preparada para realizar a coleta de amostras, mas desistiu da ação porque o material já havia desaparecido. Sem evidências concretas, a secretária afirmou que, pelas características observadas, não se pode afirmar que o líquido contivesse uma quantidade significativa de óleo. “Não era um resíduo com fração oleosa”, afirmou ele.
A secretária também descarta a hipótese preliminar de que o material fosse esgoto, uma vez que, segundo ela, uma contribuição significativa de esgoto deixaria um odor muito característico e a equipe não percebeu esse cheiro.
“Continuamos monitorando, mas não conseguimos verificar nem descobrir de onde veio essa possível contaminação. A contaminação é considerada possível, pois não conseguimos constatar sua presença”, finalizou.
O vice-presidente do Codema, Glaucius Bragança, comentou que relatos semelhantes ocorreram anteriormente e pediu à imprensa e à população que comuniquem imediatamente denúncias à Secretaria de Meio Ambiente, enfatizando que quanto mais rápido o órgão for acionado, maiores são as chances de identificar a origem do problema.
As denúncias e registros podem ser feitos através do telefone: (31) 3839-2137.























