Domingo, 08 de março de 2026

Estudo revela que arranha-céus em vidro representam risco para aves

Estudo revela que arranha-céus em vidro representam risco para aves
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma pesquisa publicada recentemente no periódico Ecology evidenciou que 4.103 aves colidiram com janelas de vidro ao longo de sete décadas, abrangendo 11 países da América Central e do Sul.

Coordenada por pesquisadores brasileiros e um cientista da Universidade de Helsinque, a pesquisa analisou mais de 500 espécies afetadas entre 1946 e 2020.

Os dados indicam que 2.537 aves faleceram devido às colisões, enquanto 1.515 foram resgatadas e levadas a centros de reabilitação. As colisões frequentemente ocorreram durante períodos críticos, como migração e reprodução das espécies.

No Brasil, foram catalogados 1.452 incidentes, incluindo espécies ameaçadas, como o gavião-pombo-pequeno, cigarrinha-do-sul e saíra-pintor, endêmicas da Mata Atlântica.

A pesquisa foi liderada por Augusto João Piratelli (Universidade Federal de São Carlos), Bianca Ribeiro (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) e Ian MacGregor-Fors (Universidade de Helsinque), com a colaboração de mais de 100 pesquisadores.

“Em São Paulo, ocorreram 629 colisões de aves, sendo que não houve diferença significativa entre vidros translúcidos e reflexivos.” – Flávia Guimarães Chaves, pesquisadora do Instituto Nacional da Mata Atlântica.

Segundo Flávia, o estudo fornecerá subsídios para a elaboração de políticas públicas e campanhas educativas que visem reduzir as colisões, promovendo cidades mais amistosas à biodiversidade.

Sugestões incluem a utilização de adesivos em vidros e cortinas antirreflexo, além da escolha de vidros serigrafados que contenham faixas UV visíveis para aves.

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