Segunda, 27 de julho de 2026

Desmatamento na Amazônia apresenta queda histórica de 61,4% em maio de 2026

O desmatamento na Amazônia Legal alcançou uma redução histórica de 61,4% em maio de 2026, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter). O presidente Lula da Silva e o ministro do Meio Ambiente destacaram a importância desse feito durante visita ao Observatório Regional Amazônico.

Desmatamento na Amazônia apresenta queda histórica de 61,4% em maio de 2026
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O desmatamento na Amazônia Legal registrou uma redução de 61,4% em maio de 2026, comparado ao mesmo mês do ano anterior. Esta é a maior queda percentual já documentada na região, com apenas 370 quilômetros quadrados de vegetação suprimida, em contraste com 960 quilômetros quadrados em maio de 2025.

Os dados foram divulgados pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Observatório Regional Amazônico (ORA) em Brasília, no dia 11 deste mês.

Essas informações, providas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), orientam as ações de combate ao desmatamento, especialmente realizadas por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“Monitoramos isso dia a dia com certa aflição. Com o Ibama e ICMBio atuando em campo, conseguimos esse feito fundamental”, declarou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

A taxa anual de desmatamento é extraída do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite, conhecido como Prodes. A expectativa, segundo Capobianco, é de que, ao final do próximo período, que se encerrará em 31 de julho, tenhamos o menor número de desmatamento já registrado na Amazônia.

No período acumulado de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda no desmatamento chega a 37,5%, com uma área total desmatada de 2.189 quilômetros quadrados, evidenciando o sucesso das medidas de controle implementadas pelo governo.

Dos alertas de desmatamento identificados pelo Deter, 37,1% ocorreram em áreas regularizadas, onde o limite permitido é de 20% da propriedade, segundo o Código Florestal. Na Amazônia Legal, 21,3% dos desmatamentos ocorreram em florestas públicas não destinadas, e 17,4% se referem a áreas sem registro fundiário, caracterizando desmatamento ilegal.

Cerrado e Acusações Externas

O Inpe também registrou que no Cerrado houve uma redução de 12,2% no desmatamento em maio deste ano, comparado ao ano passado. No período de agosto de 2025 a maio de 2026, a área desmatada foi de 4.208 quilômetros quadrados, sendo 73,4% desse desmatamento em propriedades já regularizadas.

Entretanto, o desmatamento ilegal no Brasil continua sendo utilizado como justificativa por parte dos Estados Unidos para a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sugeriu a imposição de uma taxa punitiva de 25% devido a práticas consideradas “irrazoáveis”. Contudo, o ministro Capobianco afirmou que os dados demonstram a eficácia das ações brasileiras no controle do desmatamento.

“O Brasil está atuando de maneira efetiva e colhendo resultados positivos em suas políticas ambientais”, finalizou Capobianco. O presidente Lula também ressaltou a seriedade das ações brasileiras no combate ao desmatamento, garantindo a meta de que esse índice chegue a zero até 2030.

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