Sexta, 27 de fevereiro de 2026

Desastres Climáticos no Brasil: Impactos e Prejuízos de 2025

Desastres Climáticos no Brasil: Impactos e Prejuízos de 2025
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O ano de 2025 foi marcado como o terceiro mais quente da história, apresentando uma temperatura média global de 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais (1850–1900). Essa elevação de temperatura teve repercussões significativas no Brasil, afetando diretamente 336.656 pessoas e gerando prejuízos estimados em R$ 3,9 bilhões.

Esses dados são extraídos do relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Segundo o relatório, a temperatura média global atingiu 14,97 °C em 2025, permanecendo apenas 0,01 °C abaixo da registrada em 2023 e 0,13 °C abaixo de 2024, o ano mais quente da série histórica. Eventos climáticos extremos, tais como ondas de calor, secas, incêndios e chuvas intensas, foram desencadeados pelo aumento das temperaturas e níveis de vapor d’água na atmosfera.

Eventos Hidrológicos no Brasil

Para o Brasil, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, com oito unidades federativas apresentando secas em 100% de seus territórios, que incluem Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

O relatório também apresentou dados alarmantes, com 1.493 eventos hidrológicos registrados no Brasil, incluindo secas, alagamentos e deslizamentos de terra. Desses, a região Sudeste concentrou 43% do total de ocorrências.

Os dados revelam uma preocupação crescente, uma vez que 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão vulneráveis a riscos geo-hidrológicos. Minas Gerais, por exemplo, é o estado com maior número de cidades em risco durante períodos chuvosos, totalizando 306 municípios expostos a riscos de deslizamentos e inundações.

Perspectivas Futuras

O Cemaden destaca uma tendência preocupante: o número de desastres climáticos no Brasil aumentou 222% desde a década de 1990 até os três primeiros anos de 2020. Os especialistas alertam para a possibilidade de mais eventos extremos, especialmente ondas de calor mais frequentes e intensas, e uma diminuição nas ondas de frio.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação enfatiza a importância de investimentos em ciência e tecnologia, além do monitoramento contínuo e da integração entre pesquisa e gestão pública, como medidas essenciais para mitigar riscos e reduzir vulnerabilidades.

A íntegra do relatório pode ser acessada aqui.

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