Quinta, 01 de outubro de 2026

Codema aprova sondagens geotécnicas para pilhas de estéril da Vale em Itabira

Na última reunião, o Codema de Itabira aprovou por unanimidade a realização de sondagens geotécnicas para as futuras pilhas de estéril da Vale, destacando a importância do acompanhamento ambiental e da destinação dos recursos envolvidos.

Codema aprova sondagens geotécnicas para pilhas de estéril da Vale em Itabira
Foto: Jardel Mendes/DeFato

O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) de Itabira confirmou, por unanimidade, na última quinta-feira (1), a aprovação do pedido de vista sobre a Anuência de Unidade de Conservação do Projeto de Sondagem Geotécnica para as pilhas de estéril PDE Itambé e PDE Ita B 03. O advogado Glaucius Detoffol Bragança, representante da Loja Maçônica União e Paz, apresentou o relatório técnico durante a sessão.

A reunião incluiu projeções abordando pontos centrais do parecer, como a apresentação das preocupações com o Termo de Compromisso, que envolve a natureza e destinação das receitas do Fundo Especial para Gestão Ambiental (FEGA). O valor estipulado é de R$ 3.486.723,57, dividido em duas parcelas, e será utilizado para financiar projetos de desenvolvimento rural sustentável e recuperação de nascentes.

Elaine Mendes, secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, enfatizou que a aprovação é apenas para a supressão vegetal necessária às sondagens. O licenciamento ambiental será analisado em esfera estadual, incluindo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).

O advogado Bragança também destacou a limitação da aprovação às intervenções ambientais para as sondagens, ressaltando a necessidade de futuras reuniões para discussão do local de 123 hectares.

Foco nas Análises

A mineradora Vale apresentou um plano de estudos geotécnicos, essencial para o plano de ampliação das reservas até 2053, com foco na geração de insumos técnicos para as pilhas de disposição de estéril. O projeto prevê 41 postos de trabalho e o cumprimento de 10 programas de controle ambiental, além de compensações ambientais adequadas.

A apresentação revelou que apenas 34% da área do projeto é composta por vegetação em regeneração, com medidas de mitigação práticas para a conservação do ambiente local.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias