Terça, 15 de setembro de 2026

Agro se posiciona como solução para mudanças climáticas na COP30

A Associação Brasileira do Agronegócio busca na COP30 se firmar como parte da solução para a crise climática, destacando o papel do setor em mitigar impactos ambientais.

Agro se posiciona como solução para mudanças climáticas na COP30
© CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

Um documento divulgado nesta segunda-feira (11) pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) enfatiza o desejo do setor de se apresentar na 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) como uma parte essencial da solução para a crise climática. O evento ocorrerá em novembro, em Belém, Pará.

O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial nesta ausente global. De acordo com o documento intitulado “Agronegócio Frente às Mudanças Climáticas – Posicionamento do Setor para a COP30“, esse segmento não é apenas vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, mas também possui grande potencial para mitigar emissões e promover a segurança alimentar.

Para que o agronegócio contribua efetivamente, é vital implementar práticas agrícolas inovadoras adaptadas à realidade tropical do Brasil, como:

  • Uso eficiente dos recursos naturais;
  • Cultivo de variedades resistentes a estressores climáticos;
  • Manejo sustentável do solo.

O documento ainda ressalta que para viabilizar essas práticas, é imprescindível destravar o financiamento para o setor, adotando critérios transparentes que incentivem a implementação de tecnologias e práticas sustentáveis.

Mercado de Carbono

Segundo a Abag, a “tropicalização” das métricas do mercado de carbono é essencial, adaptando-as à realidade brasileira e garantindo a credibilidade internacional dos projetos.

“A COP30 representa uma oportunidade única para o Brasil se destacar como líder global em agricultura de baixo carbono, mostrando seu potencial em gerar créditos íntegros e atrair investimentos para o setor. Para isso, é fundamental apresentar resultados concretos em regulamentações e inovações que possam ser debatidos internationalmente”, afirma o documento.

Críticas ao Agronegócio

Contudo, o modelo de agronegócio praticado no Brasil tem sido alvo de críticas por partes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU. Entre os apontamentos, destacam-se:

  • Produção em larga escala que contribui para emissões de gases de efeito estufa;
  • Emissão de metano de criações animais;
  • Desmatamento e perda de biodiversidade.

Ainda, o IPCC alerta que adaptações agrícolas, como o uso intensivo da irrigação, podem ter consequências negativas na biodiversidade e disponibilidade de água, afetando pequenos produtores.

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